Joan Mir continua sem conseguir dar a volta à situação em 2026. O piloto da Honda HRC chegou a Le Mans com esperança de alcançar um bom resultado e, durante grande parte da corrida, tudo indicava que isso seria possível. Rodava numa excelente sexta posição depois de ultrapassar Fabio Quartararo, mas na volta 21 uma queda privou-o do que poderia ter sido o seu melhor resultado da temporada. Foi o quarto abandono do piloto maiorquino nas cinco primeiras rondas do ano.
“É uma pena terminar o fim de semana assim”, começou por dizer Mir, sem esconder a desilusão. “Foi um fim de semana muito sólido para nós. Acho que pilotei bem, estou a pilotar bem, e isso é algo muito positivo. Mas depois aconteceu o que aconteceu na corrida. É uma pena porque, na minha opinião, o resultado entre os cinco ou seis primeiros lugares estava ao nosso alcance. Mas, mais uma vez, não conseguimos concretizá-lo.”
O espanhol explicou em detalhe o que aconteceu no momento do acidente:
“Sentia-me confortável atrás do Fabio. Depois, quando o ultrapassei, fiquei com pista livre à frente e o pneu começou a arrefecer. Nesse momento tive de continuar a forçar nas travagens para tentar aquecê-lo. Numa dessas travagens, a direção bloqueou muito cedo: a roda dianteira bloqueou à entrada da curva, a bastante velocidade. Não consegui fazer nada para evitar o acidente.”
Segundo Mir, o problema de fundo é que a Honda não permite qualquer margem para erro.
“Temos de continuar a melhorar para podermos rodar com um pouco mais de margem. Porque quando algo nos escapa, já que temos sempre de andar tão perto do limite, infelizmente isso quase sempre acaba numa queda.”
A queda em Le Mans não só lhe custou pontos, como também deixou marcas físicas.
“Saiu-me caro. Foi uma queda bastante forte e tiveram de me dar alguns pontos na mão. Mas sinto-me bem, e isso é o mais importante”, concluiu o maiorquino.
Mir soma apenas 11 pontos esta temporada, empatado com Luca Marini, numa Honda que continua sem encontrar consistência. O potencial, insiste o piloto, existe. Mas os resultados, para já, continuam sem aparecer. E a paciência, na MotoGP, é um bem escasso.
















