Há exatamente uma semana, a 2 de julho, foi anunciada a transferência de Joan Mir para a Gresini Racing a partir de 2027. Com esta mudança, o espanhol deixará a Honda para passar a competir com uma Ducati, numa das transferências mais relevantes do mercado de MotoGP.
Durante o Grande Prémio da Alemanha, Mir falou com a imprensa sobre o seu futuro e começou por mostrar satisfação com o acordo alcançado.
“Naturalmente estou contente. Acho que é uma boa decisão para ambas as partes, porque corresponde ao que eu queria e procurava nesta nova etapa da minha carreira. Era também aquilo que a Gresini procurava. Poder entrar numa equipa que é praticamente uma garantia e onde todos os pilotos que passaram acabaram por evoluir é algo muito positivo”, afirmou.
O campeão do mundo de MotoGP de 2020 acrescentou:
“Chego também numa fase em que tenho muita fome de resultados, porque estes quatro anos foram complicados. Conseguimos alguns pódios, mas isso não é suficiente para a ambição que tenho. Quero mais. Ter esta oportunidade deixa-me muito agradecido e muito feliz.”
A mudança de Mir da Honda para a Ducati faz lembrar a decisão tomada por Marc Márquez em 2024. Questionado sobre essa comparação, o espanhol assumiu que os irmãos Márquez servem de inspiração.
“São um exemplo, tanto o Marc como o Álex. Quando vais para uma equipa satélite abdicas de algumas coisas, mas procuras outras. Acho que este era o momento certo para mim. Independentemente de ter ou não a oportunidade de continuar onde estava, sentia que era a altura certa para dar este passo.”
Sobre a possibilidade de não encontrar um lugar no pelotão para 2027, Mir admitiu que o cenário existiu, embora não fosse tão preocupante quanto se pensava.
“Estava mais longe de acontecer do que as pessoas imaginam. Mas a possibilidade existiu. Continuo a lutar há anos porque tenho realmente muita vontade de continuar. E ir para uma equipa como a Gresini também é uma exposição, um risco. Vamos ver como corre.”
















