Pedro Acosta fez uma avaliação muito positiva do quinto lugar conquistado em Silverstone, o melhor resultado da KTM na corrida deste domingo, descrevendo-o como um passo em frente surpreendentemente importante para a marca austríaca. O piloto espanhol garante, segundo informações recolhidas pelo site https://www.motosan.es, que, se a equipa conseguir evoluir ao longo dos fins de semana e evitar problemas mecânicos, a KTM não está assim tão distante dos três primeiros classificados do campeonato.
Após a pausa de verão, Acosta mostrou-se bastante sincero com a equipa, colocando algumas questões incómodas que, segundo o próprio, foram bem recebidas. Além disso, revelou-se satisfeito com o ritmo demonstrado, com a gestão dos pneus médios e com a sua condição física, embora continue a sentir algumas dores resultantes da cirurgia recente e ainda pilote com uma ligadura.
Um quinto lugar representa um resultado muito positivo para Pedro e para a KTM.
“Surpreendentemente bem. Acho que ninguém esperava ver uma KTM ali na frente. Estou bastante satisfeito por termos dado um passo em frente durante o fim de semana. Fui bastante sincero com a equipa depois da pausa de verão e coloquei algumas perguntas incómodas. Honestamente, não estamos tão longe dos três primeiros do campeonato. Se queremos chegar lá, precisamos de duas coisas. Em primeiro lugar, melhorar ao longo do fim de semana, porque normalmente somos bastante consistentes, mas não evoluímos muito. Em segundo lugar, precisamos de evitar problemas mecânicos.”
Acosta explicou ainda que a abordagem escolhida para a corrida acabou por dar frutos.
“Fico contente por eles terem aceite essas observações e as terem encarado da melhor forma possível, não como uma crítica, mas como uma forma de iniciar a segunda metade da temporada. Parece que estávamos a melhorar num circuito difícil para mim, onde no ano passado tive muitas dificuldades, e terminámos entre os cinco primeiros. É verdade que talvez tenha utilizado uma estratégia diferente da de, por exemplo, Di Giannantonio, que acabou bastante perto de mim. Mas também era a única oportunidade que tinha: desgastar os pneus logo no início e depois tentar aguentar até ao fim. Funcionou. Estou muito satisfeito por regressar da pausa de verão com um top 5.”
Questionado sobre o comportamento dos pneus médios durante a corrida, o espanhol mostrou-se satisfeito.
“Não foi nada mau. Aguentaram bastante bem até faltarem duas voltas para o final. Embora também seja verdade que forcei demasiado nas duas primeiras voltas. No final, uma coisa compensou a outra.”
Sobre a sua condição física, Acosta admitiu que continua a lidar com algumas limitações.
“Não tive problemas nos braços neste circuito. Está tudo bem. Estou super, super satisfeito. Ainda sinto alguma dor e continuo a pilotar com uma ligadura. Talvez em Aragão mude os punhos, a manete do travão ou tente ajustar alguma coisa nessa zona, porque ainda sinto algum desconforto devido à operação. Mas os dedos já estão completamente recuperados.”
O piloto da KTM também falou sobre os novos dispositivos auditivos que utilizou durante o fim de semana, parte dos testes promovidos pela Dorna para futuras soluções de comunicação com os pilotos.
“São os novos tampões para os ouvidos que a Dorna quer que utilizemos para a comunicação. Digamos que esta ainda foi uma fase inicial de testes. Eu sou bastante exigente com os tampões auditivos, mas encontraram um bom compromisso.”
Acosta explicou ainda que a solução utilizada foi adaptada às suas preferências.
“Pareciam praticamente feitos à medida. Costumo usar os tampões da 3M e utilizo-os desde os 16 anos. Conseguiram combinar o tipo de tampão de que gosto com o molde do ouvido. Ainda não sei como vão desenvolver toda a parte do áudio, mas pelo menos estes são confortáveis. Os que tínhamos experimentado anteriormente não eram grande coisa.”
Quanto ao isolamento sonoro, não notou diferenças significativas.
“Não, é praticamente igual. Gosto dos meus precisamente porque normalmente não ouço muito ruído. Aliás, em Moto3 não usava tampões e, quando passei para Moto2, já não ouvia assim tão bem. Foi nessa altura que comecei a utilizá-los.”
















