A Yamaha continua sem conseguir inverter a sua situação e a posição de Fabio Quartararo no campeonato é o reflexo disso mesmo. O principal piloto da marca japonesa chega ao GP de Itália na 13.ª posição da classificação geral, tendo como melhor resultado da temporada um quinto lugar na Catalunha. Além disso, chega a Mugello sem grandes expectativas e à espera de um fim de semana difícil, mais um sinal do momento complicado que a marca japonesa atravessa. Estas foram as suas declarações à imprensa antes do arranque da ação em pista.
Assim encara o piloto francês a ronda em Mugello. «Não tenho qualquer expectativa, porque será um fim de semana muito duro para nós. Vou tentar divertir-me, que para mim é o mais importante neste momento. Honestamente, acho que a potência não é o pior problema. No passado a moto virava bem e tínhamos uma aderência aceitável, mas agora não temos aderência nem facilidade de inserção em curva, além, obviamente, do motor. Por isso, vai ser difícil.»
Após a ronda de Barcelona, os pilotos tiveram um dia de testes. No entanto, Quartararo esclareceu que não encontraram nada que os possa ajudar em Mugello. «Não. A verdade é que a pista tinha imensa aderência. Fiz 1m38,8s, um tempo apenas três décimos mais lento do que o que fiz na Q2, sem fazer qualquer time attack e podia ter sido muito mais rápido, mas essa não é a realidade. Nunca vamos encontrar essa sensação, porque nunca existe esse nível de grip na pista. Nota-se claramente que, com aderência, podemos ter um potencial significativamente melhor.»
Com a atual situação da Yamaha, o francês afasta a hipótese de lutar pelo pódio. Ainda assim, reconhece que um fim de semana pode mudar muito caso esteja a lutar dentro do top 10.
«Muda porque prefiro ver-me na primeira parte da qualificação em vez da segunda. Diverti-me muito na corrida em Le Mans, porque sabia que podia lutar e, também na Sprint, estava com alguns pilotos com quem já batalhei antes, como Acosta e Mir. É muito melhor, obviamente, mas acho que este fim de semana será duro.»
Quartararo também deu a sua opinião sobre a possível eliminação da segunda moto a partir de 2027. «Acho que é um erro. Como vais fazer nas corridas flag-to-flag? Acho também que é bom para o espetáculo quando cais na qualificação e podes correr até à box para pegar na segunda moto. Para mim faz sentido termos duas motos.»
E, claro, deixou também clara a sua posição relativamente à Safety Commission, que ganhou ainda mais relevância depois das duas bandeiras vermelhas e das três partidas no GP da Catalunha.
«Não vou. Para mim não há temas para discutir. São corridas. Obviamente, se estivéssemos em casa isto nunca teria acontecido, mas toda a gente no paddock sabe que praticamos um desporto de alto risco e acho que foi a primeira vez na minha vida, há duas semanas, que tivemos duas bandeiras vermelhas.»
O piloto francês mantém que, no final, tudo faz parte do trabalho e que todos estão conscientes dos riscos. «No caso do Álex não havia realmente nenhuma hipótese, enquanto o que aconteceu ao Zarco pode acontecer, porque foi na primeira curva. Não tivemos sorte. No final, acho que recomeçar é difícil, mas é o que é e estamos aqui para correr. Sabemos que amanhã podemos partir uma perna, um braço ou sofrer uma lesão grave. Faz parte do nosso trabalho.»
















