O piloto de testes oficial da KTM esteve presente no Grande Prémio de Espanha para acompanhar de perto o trabalho da sua marca durante todo o fim de semana e para participar no Teste Oficial de segunda-feira. No sábado, visitou a loja “Motocard” em Jerez de la Frontera, onde foi entrevistado pelo próprio “Motocard” para o seu canal oficial de YouTube. Nesta pequena conversa, Dani Pedrosa analisa o Mundial de MotoGP, arrisca nomes para a luta pelo título e fala um pouco do seu passado, bem como da sua atual função como comentador da DAZN.
Como primeira pergunta, não podia faltar saber o que sente ao estar em Jerez, mesmo já não competindo, e esta é a resposta do “26”:
“Este Grande Prémio é super especial, já quando corria, mas imagina agora, tendo uma curva com o meu nome, vem toda a gente ver as corridas e o público nos últimos anos cresceu imenso, por isso estou super contente por estar aqui.”
Sobre se ainda sente o carinho das pessoas, Dani responde:
“Agora sinto muito mais o carinho das pessoas do que quando corria, porque quando corria estava entre entrevistas, equipa, concentração… via-se, mas não podia parar a 100% com os fãs. Agora, como tenho mais tempo e estou mais relaxado, posso parar e dedicar mais tempo a quem quer uma foto ou falar comigo. Por isso, sinto ainda mais do que quando corria.”
Se há algo de que Pedrosa sente falta, ele confessa:
“Sinto falta de algumas coisas, sobretudo da sensação do desafio, e também da sensação de o alcançar e vencer. Isso é algo que preenche muito, mas há muitas outras coisas de que não sinto falta.”
Depois fala-se da sua função atual como comentador da DAZN:
“A verdade é que tento transmitir aquilo que vejo, explicado de forma que o público consiga acompanhar e entender. Nem sempre é fácil, porque tudo acontece muito rápido e tens de te coordenar com o narrador. Mas, no geral, é algo que me sai naturalmente, é a minha área. Se fosse futebol, provavelmente não seria tão bom.”
Sobre o Mundial de MotoGP 2026, Pedrosa vê assim a situação:
“Este ano o Mundial está bastante competitivo. No ano passado vimos um Bezzecchi muito forte no final, mas este ano juntaram-se o Martín, o Ogura, também o Fernández em algumas corridas e, no geral, toda a Aprilia. Estão a dominar, e o que não esperávamos era esta quebra de consistência da Ducati, que não está tão forte como nos anos anteriores.”
Pedrosa também arrisca nomes para a luta pelo campeonato:
“Pelo que estou a ver, vai estar entre Bezzecchi e Márquez, mas o Martín também pode ter algo a dizer. Se não houver incidentes, quedas ou lesões, acho que esses três podem lutar pelo título. O Bezzecchi é muito consistente, o Martín é mais uma incógnita e o Márquez vai ter de tentar responder ao forte momento do Bezzecchi.”
Sobre o piloto da KTM Pedro Acosta, acrescenta:
“Acho que o Pedro está numa forma excelente. O ano passado terminou muito forte e este ano começou muito bem, mas em algumas corridas a moto pode não estar ao nível ideal e isso pode penalizá-lo. Ainda assim, espero que consiga compensar isso ao máximo.”
Para terminar, Pedrosa revela o seu ídolo:
“O meu ídolo era o Mick Doohan. O meu irmão era fã do Kevin Schwantz.”
E deixa um conselho ao seu “eu” do passado:
“Sempre fui muito intuitivo e guiado pelo instinto. Mas houve vezes em que a lógica falou mais alto. Se pudesse dar um conselho ao meu eu do passado, diria: ‘insiste na tua intuição e deixa a lógica de lado’.“
















