O fato vermelho e o capacete de Marc Márquez estavam no kart número 93, mas o próprio Marc não estava lá dentro. A tentativa de enviar um sósia para o Karting Challenge, vencido por Chantra à frente de Acosta, durou até que os comissários e Jorge Martín começaram a fazer perguntas. A recusa em levantar a viseira acabou por denunciar o substituto, que abandonou a grelha e regressou a pé à via das boxes.
«Percebi imediatamente que não era o Marc, mas compreendo-o», afirmou Jorge Martín. «Quando nos falaram do evento, fiquei cético… Um toque por trás pode deixar-te bastante abalado para a corrida. Na primeira curva, abrandei e fiquei por ali com os pilotos mais lentos».
Márquez explicou que tinha decidido não participar no evento promocional para se concentrar na sua recuperação física, admitindo que recebeu uma reprimenda por parte dos organizadores.
«Há um limite. Obviamente, compreendo o lado do entretenimento, mas estamos aqui para lutar por um campeonato, não para este tipo de brincadeiras».
A ideia de enviar um sósia nasceu praticamente como uma brincadeira dentro da própria equipa.
«Antes do warm-up, disse que precisava de colocar gelo na zona afetada, e um dos elementos da equipa disse: “Seria engraçado enviar um sósia”. E eu respondi: “Aposto que não tens coragem…”. E ele disse: “Segura a minha bebida”. Mas acabaram por descobrir quem era».
Para Marc, contudo, o Grande Prémio continuava a ser a prioridade.
«Não podia participar, tenho de estabelecer prioridades. Obviamente, chamaram-me à atenção, mas neste momento temos de ser egoístas e pensar em nós próprios, para estarmos o mais preparados possível e darmos tudo quando realmente importa, que é na corrida».
















