Maverick Viñales e KTM em rota de colisão. Já vamos no terceiro capítulo desta história, mas a série pode terminar mais cedo do que o esperado, para desagrado do piloto espanhol. Primeiro, Viñales fez declarações surpreendentes à imprensa, afirmando que, caso não encontrasse uma moto para 2027, a culpa seria da KTM. Depois, Günther Steiner, diretor-executivo da Tech3, respondeu dizendo que essa não era certamente a melhor forma de abordar a situação. Tudo indica que o ambiente não é o mais favorável para o futuro de “Top Gun”.
Após o confronto verbal em Assen, Viñales respondeu a Steiner. E, ao que tudo indica, mantém-se firme nas suas posições.
“Percebi que ele chamou-me de ‘mendigo’ em alguns comentários. Acho que as suas palavras foram mal interpretadas, mas ele chamou-me mesmo de ‘mendigo’”, afirmou o espanhol, citado pelo Crash.net.
Apesar disso, preferiu não alimentar ainda mais a polémica.
“Não tenho mais nada a acrescentar. A verdade é que estou concentrado em manter-me forte, recuperar o mais rapidamente possível e continuar a evoluir. Quanto mais avançar, melhor será. Mas, em relação ao lugar para 2027, o que disse continua a ser verdade: não tenho moto e é isso que sinto”, explicou, referindo-se às suas declarações iniciais.
Viñales sabe que uma promoção ou uma renovação de contrato dependerá, antes de tudo, da melhoria dos seus resultados, que têm sido discretos desde a lesão sofrida no Grande Prémio da Alemanha de 2025.
“No final, quero desfrutar destas corridas, e a melhor forma de o conseguir é tornar-me mais forte, porque neste momento não estou a divertir-me assim. Os outros ganham-me meio segundo em apenas quatro curvas”, concluiu.
















