Após terminar em oitavo lugar na corrida de domingo e em 11.º na Sprint do Grande Prémio de Silverstone, Brad Binder falou com os meios de comunicação para analisar um fim de semana em que garante ter encontrado algumas melhorias nas sensações com a sua KTM, embora os resultados ainda estejam longe dos seus objetivos. Estas declarações do piloto sul-africano chegam-nos através do site https://www.motosan.es.
Sobre a evolução das sensações ao longo do fim de semana, Binder explicou:
«Acho que o meu fim de semana foi muito melhor a partir da tarde de sábado. Senti-me muito melhor na Sprint. No warm-up comecei com pneus usados e senti-me bastante bem. Na corrida sabia que tinha de ser inteligente e evitar desgastar demasiado o pneu traseiro, por isso cuidei muito dele. Talvez até demasiado, porque no final sentia que ainda tinha aderência a mais.»
O sul-africano admitiu estar um pouco mais satisfeito do que o habitual com as sensações que começa a encontrar na moto.
«No geral, acho que estou um pouco mais satisfeito do que o normal, simplesmente porque a moto está a comportar-se um pouco melhor. Sinto que consigo atacar um pouco mais e que está a funcionar de uma forma que prefiro.»
Binder considera também que as duas últimas rondas mostraram alguma evolução, apesar de os resultados ainda estarem longe do que pretende alcançar.
«Os dois últimos fins de semana correram ligeiramente melhor, embora os resultados ainda estejam muito longe de onde quero estar. Há algum progresso. Temos de continuar e ver se conseguimos seguir nesta direção, avançando pouco a pouco. Sinto um pouco menos aquela sensação de flutuação na traseira e a frente mantém-se um pouco mais estável.»
Ao explicar em que momento surge a falta de apoio na traseira, Binder foi claro:
«Para ser sincero, acontece na fase em que inclinamos a moto, quando entramos na curva e carregamos tudo. Simplesmente não há nada que agarre, por isso a moto continua a mover-se. E quando se move, não tens um ponto de apoio. Não consegues realmente entrar na curva, por isso acabas apenas a flutuar.»
O piloto detalhou ainda que essa falta de confiança acaba por condicionar a forma como aborda as curvas.
«Não tens confiança na traseira. Não tens confiança para lançar a frente para o interior da curva. A traseira mexe-se e acabas por fazer tudo de forma demasiado suave, perdendo tempo na entrada. A meio da curva também não é ideal e a saída igualmente não é boa. É algo que tem sido um pouco complicado de resolver.»
Sobre se deixava Silverstone mais otimista do que há duas ou três corridas, Binder respondeu afirmativamente:
«Sim, acho que sim. Creio que demos um passo realmente importante com a moto em termos de afinação. É uma direção em que consigo utilizar a moto.»
Por fim, questionado sobre as melhorias encontradas na frente da KTM durante o fim de semana, Binder explicou as alterações realizadas na forquilha dianteira.
«Os técnicos deram-me uma afinação um pouco diferente na forquilha dianteira, o que melhorou bastante as coisas. Além disso, simplesmente demos mais margem à frente. Mesmo assim, ainda me falta alguma coisa. Quero mais, mas penso que chegámos ao limite das opções que temos neste momento. Por isso, teremos de tentar evoluir nessa direção de outra forma. Veremos.»














