O piloto murciano Pedro Acosta voltou a deixar declarações muito marcantes numa entrevista concedida à Telecinco antes da corrida, segundo revelou o site https://www.motosan.es, onde falou tanto da sua situação pessoal no MotoGP como da enorme influência que Marc Márquez tem na sua carreira e na forma como entende o motociclismo.
O piloto da KTM explicou que não se trata apenas de ganhar corridas ou lutar por um campeonato, mas sim de provar a si próprio que é capaz de triunfar na categoria rainha, tal como já conseguiu no Moto3 e Moto2. O espanhol garantiu ainda que encontra inspiração no filme Gladiador, utilizando essa mentalidade de luta e superação como motor competitivo.
“Conseguirei a minha vingança nesta vida ou na próxima. Neste momento sinto um pouco que, se essa vingança não vier até mim, então terei de mudar de vida para chegar até ela. De todos os títulos pelos quais lutei, acredito que este do MotoGP, se algum dia puder disputá-lo, será a batalha mais pessoal que alguma vez enfrentarei. Já não é vencer alguém, é provar a mim próprio que tenho capacidade para o fazer.”
O piloto de Mazarrón também deixou muitos elogios a Marc Márquez. Acosta destacou especialmente a capacidade do oito vezes campeão do mundo de regressar ao mais alto nível depois das lesões e dos momentos difíceis que atravessou nos últimos anos. Para o espanhol, o nível de Márquez está ao lado do de Valentino Rossi na história do motociclismo.
“Acho que, se não é o melhor da história, está empatado com Valentino. Já nem é tanto pelo que conquistou, mas impressiona-me a força com que regressou. Com 31 ou 32 anos, já com oito títulos mundiais, estando na maior fábrica do mundo, economicamente não precisava de voltar a correr e querer sair da Honda para ir para uma equipa satélite, apostando tudo numa só carta… É um dos maiores regressos de um atleta ao topo do seu desporto.”
Além disso, Acosta confessou que partilhar box com Márquez seria praticamente realizar um sonho de infância. O piloto espanhol admitiu que gostaria de coincidir com ele na mesma equipa, nem que fosse apenas durante uma temporada, já que considera que seria uma experiência irrepetível para continuar a aprender no MotoGP.
“É o sonho de uma criança partilhar box com o Marc. No ano em que o Marc ganhou o Mundial, em 2013, cruzei-me com ele numa gala da Federação e tenho uma fotografia com ele. Estão a perceber? É sempre especial ver que os sonhos daquele miúdo acabaram por se realizar. A verdade é que partilhar box com um dos melhores pilotos da história, já na fase final da carreira, quando a experiência e o conhecimento do campeonato, da moto e de tudo estão no máximo…”
“Acredito que, nem que fosse só por um ano, compensaria mais do que passar a vida inteira a partilhar box com outra pessoa. E nem digo que gostava de ganhar um Mundial ao Marc. Gostava era de lutar por um título com ele e até perdê-lo, mas pelo menos ter vivido essa batalha ao lado dele. A minha cabeça ficaria tranquila. Ficaria com a imagem real do que isso é”, concluiu.
















