A revolução de 2027 é muito aguardada pelos fãs. De facto, o MotoGP vai mudar radicalmente, com menos aerodinâmica, novos pneus Pirelli, o abandono dos sistemas Ride Height Device e Holeshot Device, além da redução da cilindrada para 850cc. Ainda assim, as motos de 850cc que já foram vistas em pista até agora (Ducati, Aprilia, Honda e KTM) não pareciam muito diferentes das máquinas atuais, especialmente no que diz respeito às asas aerodinâmicas. Romano Albesiano, diretor técnico da Honda, explicou melhor a questão.
O italiano, que é também o primeiro não japonês a ocupar esse cargo na Honda, falou sobre as futuras motos numa entrevista concedida à Speedweek. E foi claro:
“Com as motos de 850cc, a aerodinâmica será fundamental. Absolutamente fundamental. Tão importante como hoje, ou talvez ainda mais. Não quero dizer que Moto2 seja uma categoria de baixo nível. Muito trabalho aerodinâmico também é feito lá. Mas as MotoGP não terão nada a ver com isso: estas motos continuarão a ter cerca de mais 100 cavalos do que uma Moto2. É por isso que uma MotoGP continuará a ser uma verdadeira máquina de corrida.”
Visualmente, no entanto, isso poderá ser menos evidente. “A aerodinâmica global será menos extrema. As asas serão mais pequenas. Mas, ao mesmo tempo, de certa forma, será ainda mais relevante. Porque cada fabricante compreende cada vez melhor a aerodinâmica e reconhece o seu potencial”, acrescentou.
A aerodinâmica poderá assim tornar-se o fator decisivo da nova era, mas a influência dos pneus Pirelli também não deve ser subestimada. Segundo Romano Albesiano, isso poderá beneficiar os pilotos vindos de Moto2. “Sim, faz sentido. Eles estão habituados a pneus semelhantes. E, se olharmos para a própria moto, poderíamos dizer que ela ficará mais próxima de uma Moto2”, concluiu.
Segundo alguns rumores, a Honda de 850cc poderá revelar-se muito competitiva, mas apenas a pista dará um veredito fiável no início de 2027.
















