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Ensaio Yamaha Xenter 125 – Vai uma rapidinha ?

Pedro Rocha por Pedro Rocha
23 Junho, 2020
em MOTO+
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Normalmente quando pensamos em scooters Yamaha imediatamente vem-nos à memória toda a família com ADN MAX, as NMAX 125, as várias cilindradas XMAX , 125, 300 e 400 e finalmente aquela que é referência em termos de scooters desportivas, a líder TMAX.

Em toda a gama MAX sobressai a opção por um conceito de linhas mais desportivas, tanto na estética como a nível do seu desempenho, conceito com que a Yamaha decidiu posicionar os seus principais modelos. As MAX concentram obviamente a maior atenção do mercado e representam a maior fatia de vendas da marca japonesa no segmento das scooter. Existe por isso uma tendência natural em não prestarmos atenção a outros modelos Yamaha, se calhar igualmente preparados para enfrentar a selva urbana das grandes cidades, com conforto e igual desempenho.

Em termos de scooters urbanas, meio que tendo em conta o contexto de distanciamento social representam uma excelente opção de mobilidade, encontramos na gama Yamaha o modelo Xenter 125, uma scooter de plataforma plana, conceito muito prático em termos de facilidade utilização e que proporciona inclusivamente a possibilidade de transportarmos um ou outro volume precisamente nesse espaço, suficientemente espaçoso para podermos colocar os nossos pés em simultâneo por exemplo com um saco ou mochila, utilizando o prático gancho que se encontra embutido na plataforma frontal interior.

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Em termos de espaço para bagagem a Xenter, ao contrário das scooters MAX , oferece um espaço mais reduzido debaixo do seu assento, e no compartimento aí existente apenas poderemos colocar alguns objectos de menor dimensão. No entanto compensa com a Top Case onde cabe perfeitamente um capacete do tipo Jet e alguns integrais e complementa ainda com outro pequeno compartimento no meio do guiador que se bloqueia com o desligar da ignição

A Yamaha Xenter 125  é também um modelo de roda alta de 16”, tanto na dianteira como na traseira, especialmente dotada para superar as irregularidades frequentes no piso das ruas das nossas cidades, sobretudo naquelas onde circulam elétricos e obrigam a atenção redobrada no cruzar dos respectivos carris.

Quisemos por isso perceber melhor o seu posicionamento na
gama sobretudo face a aquela que representa em termos comerciais a maior fatia
de mercado na gama de scooters da Yamaha, a NMAX 125.

A primeira sensação é de grande agilidade e enorme facilidade no acesso ao assento, que se faz passando a perna pelo interior da scooter. O assento de boa dimensão e confortável é constituído por duas secções ligadas entre si, uma para o condutor com um pequeno encosto lombar e outra ligeiramente mais alta para o pendura. Lateralmente o pendura beneficia de uns excelentes apoios de mão, essenciais também para colocação da moto no descanso central. Pormenor importante o facto de a Xenter não ter descanso lateral, talvez para obrigar a colocar a scooter sempre numa posição mais segura já que, em certas ruas de inclinação mais pronunciada, poderiam fazer deslizar a moto para frente soltando o descanso lateral e provocando a sua queda. No entanto é raro hoje em dia vermos uma moto sem descanso lateral, sendo muitas vezes o central uma opção adicional.

Outro pormenor que nos chamou a atenção foi a suspensão traseira do tipo monocross, com um único amortecedor colocado numa posição horizontal. Pensamos ser inédito numa scooter deste segmento pois a grande maioria utiliza duplo amortecedor traseiro. E aqui queremos fazer de imediato referência à opção escolhida pela Yamaha em termos de suspensões da sua Xenter 125 pois o seu comportamento é deveras excelente e toda uma referência em termos de desempenho e leitura da estrada, proporcionando um conforto e segurança acima da média, mesmo considerando scooters de outros segmentos mais premium e de preços mais elevados.

A posição de condução estranha-se de início, sobretudo devido à posição dos punhos do guiador, talvez demasiado estreitos e direitos e com a sensação de que falta “frente” na moto. Mas “faltar frente” na moto é apenas uma ilusão de ótica, talvez resultante também da estética adoptada no painel LCD de informação, que proporciona uma leitura perfeita e fácil mas que passa visualmente a sensação de que a moto acaba ali. Estranhámos de início mas logo de seguida comprovámos, pelo excelente comportamento da sua ciclística e pela forma precisa como traçava trajectórias em curva, que a ilusão não era função nem realidade.

A iluminação dianteira é excelente e garantida por duas óticas de grande dimensão e um farolim traseiro muito bem desenhado e especialmente integrado no conjunto da traseira da moto e assento.

Aliás a Xenter rapidamente nos conquistou pelo ritmo de andamento que nos proporcionava o seu motor de 125cc, de 4 válvulas por cilindro e injecção electrónica, com uma potência de 12,5 cv às 7.500 rpm e um binário máximo de 11,9 Nm às 7.250 rpm. Uma combinação de potência e binário a atingir o seu máximo em regimes de rotação semelhantes e que proporcionam uma resposta interessante no rodar do punho, dando a impressão de que a scooter tem uma espécie de turbo. O arranque é suave a partir da posição de parado mas logo de seguida o motor dispara e sobe de rotação rapidamente, atingindo com facilidade os 90 Km/h e superando ao fim de poucos segundos os 100Km/h, razão pela qual a apelidámos de a “Rapidinha”.

Em termos de travagem a Yamaha optou por um sistema de travagem combinada, que particularmente gostámos e que demosnstrou uma enorme efectividade em qualquer situação. O travão traseiro situado na manete esquerda uma vez pressionado actua também sobre o travão dianteiro. O travão dianteiro conta com um disco de 267mm e o travão traseiro é de tambor de 150mm, uma solução adoptada também com sucesso por exemplo pela Honda PCX 125.

Com um peso de apenas 142 kg e uma altura de assento de 785mm a Yamaha Xenter 125 é das scooters mais acessíveis e fáceis de conduzir do mercado sendo por isso uma excelente opção de mobilidade citadina para qualquer utilizador, independentemente do sexo, idade ou estatura. Confortável e segura, com um depósito de combustível de 8 litros a Xenter 125 garante uma autonomia de quase 400 kms.

Quem pretenda uma scooter segura, prática, de excelentes acabamentos e qualidade de materiais, rápida e económica como opção de mobilidade urbana, a Xenter 125 representa uma opção clara de excelência. Com um PVP de 3.425 eur a Yamaha Xenter está disponível em 3 cores: Hunter Green ( a versão ensaiada ) Competition White (branco) e Silky Grey (cinza).

A Yamaha proporciona uma série de opções adicionais tais como a Top Case de 39 litros ( montada na versão ensaiada ) e ainda punhos aquecidos, 2 écrans de proteção frontal de diferentes alturas, proteção Apron para as pernas e saco para o interior da Top Case ( para além de outros componentes de personalização da Xenter ).

Resumo das características da Yamaha Xenter  125

  • Scooter para deslocação urbana de rodas altas de 16″, elegante e moderna
  • Banco confortável com costuras e revestimento de elevada aderência
  • Faróis duplos dianteiros e farolim traseiro em LED
  • Motor a 4 tempos de 125 cc, económico e em conformidade com a norma EU4
  • Jantes de liga leve de 16″ com 5 raios
  • Avançada suspensão traseira monocross horizontal
  • Suspensão dianteira telescópica de funcionamento suave
  • Sistema de Travagem Combinado
  • Travão de disco de 267 mm à frente e de tambor de 150 mm atrás
  • Plataforma plana para os pés, ultra-espaçosa e confortável
  • Painel de instrumentos sofisticado em LCD
  • Amplo espaço de armazenamento com acabamento superior

Ficha Técnica ( completa AQUI )

Motor

Tipo de
motor  
Monocilíndrico,
4 tempos, refrigeração líquida, SOHC, 4 válvulas

Cilindrada   125cc

Diâmetro
x curs  
52.0 mm
x 58.7 mm

Taxa de
compressão  
11.0 :
1

Potência
máxima  
9.2 kW
às 7,500 rpm

Binário
máximo  
11.9 Nm
às 7,250 rpm

Sistema
de lubrificação  
Cárter
húmido

Sistema
de combustível  
Injeção
de Combustível

Sistema
de ignição  
TCI

Sistema
de arranque   
Eléctrico

Sistema
de transmissão  
Automática,
com correia trapezoidal

Chassis

Sistema
de suspensão dianteira  
Suspensão
telescópica

Curso
dianteiro  
100 mm

Sistema
de suspensão traseira  
Braço
oscilante

Curso
traseiro  
92 mm

Travão
dianteiro  
Monodisco
hidráulico, Ø267 mm

Travão
traseiro  
Tambor,
Ø150 mm

Pneu
dianteiro  
100/80-16

Pneu
traseiro  
120/80-16

Dimensões

Comprimento
total  
1,990
mm

Largura
total  
690 mm

Altura
total  
1,135
mm

Altura
do assento  
785 mm

Distância
entre eixos  
1,385 mm

Distância
mínima ao solo  
140 mm

Peso   142kg

Capacidade Dep. Combustível   8 Litros

Concorrência

Honda SH 125 Mode 125cc / 11,8 cv / 134 Kg / 3.800 ( c/ topbox )

Kymco Agility City 125 125cc / 9 cv / 130 kg / 2.299 eur

Piaggio Liberty 125 124cc / 10,3 cv / 106 kg / 2.681 eur

Galeria Yamaha Xenter 125

  • rbt

Tags: Scooter 16" Roda altaYamaha 2020Yamaha ScooterYamaha Xenter 125
Pedro Rocha

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