Quando a BMW assinou contrato com Danilo Petrucci e Miguel Oliveira no outono de 2025, os acordos apenas podiam abranger a temporada de 2026, uma vez que ainda não existia uma decisão oficial da administração sobre a continuidade da marca no Mundial de Superbike. Em meados de maio deste ano, o fabricante alemão confirmou a sua permanência no campeonato, mas os contratos dos pilotos já incluíam opções para 2027.
Nestes casos, o acionamento da opção significa normalmente a continuidade da parceria nas condições previamente acordadas. Quando isso não acontece — como sucedeu agora com Petrucci e Oliveira — é necessário renegociar tudo de novo. Esta situação abre igualmente a porta para que tanto os pilotos como a BMW possam procurar outras alternativas no mercado.
“Vamos aproveitar a pausa de verão para discutir o futuro com os pilotos e primeiro queremos observar o fim de semana de Donington”, explicou Sven Blusch, diretor da BMW Motorsport, ao SPEEDWEEK.com. “Não vamos entrar em pânico. Queremos dar mais tempo a todas as partes.”
A posição da BMW é compreensível. Miguel Oliveira sofreu uma lesão grave num acidente pelo qual não teve culpa, a 3 de maio, na Hungria, regressando apenas em meados de junho, em Misano, onde impressionou pela sua determinação. Já Danilo Petrucci fraturou o cóccix em Most, a meio de maio, regressando à competição apenas no teste realizado em Donington Park, a 23 de junho.
O próximo fim de semana do Mundial de Superbike, entre 10 e 12 de julho, em Donington Park, será uma oportunidade importante para os responsáveis da BMW avaliarem o estado físico e o rendimento dos dois pilotos. Depois disso, o campeonato entra numa pausa de verão até ao início de setembro, período durante o qual serão tomadas decisões importantes para a época de 2027.
Até agora, as temporadas de Oliveira e Petrucci têm seguido caminhos bastante diferentes.
O piloto português já conquistou quatro pódios, todos com terceiros lugares, e antes da lesão afirmava-se como o único adversário consistente capaz de desafiar a dupla dominante da Ducati, formada por Nicolo Bulega e Iker Lecuona.
Por outro lado, o melhor resultado de Petrucci continua a ser um sexto lugar na segunda corrida principal da ronda inaugural, na Austrália.
Não é preciso ser adivinho para perceber que a BMW deverá tentar assegurar a continuidade de Miguel Oliveira a longo prazo. Já Petrucci poderá precisar de um desempenho de destaque em Donington para reforçar as suas hipóteses de permanecer na equipa.
A fabricante alemã tem também várias opções interessantes disponíveis no mercado.
Um dos nomes que mais desperta interesse é o do líder do Mundial de Moto2, Manuel González. Caso o espanhol de 23 anos não consiga garantir uma vaga no MotoGP para 2027, poderá tornar-se um alvo sério para a BMW.
Outro piloto acompanhado de perto é Brad Binder. O sul-africano apenas continuará no MotoGP se a KTM decidir manter a parceria e encontrar-lhe lugar na estrutura Tech3, liderada por Günther Steiner.
Com a pausa de verão a aproximar-se, o futuro de Miguel Oliveira continua em aberto. No entanto, os resultados alcançados até ao momento colocam o português numa posição privilegiada para negociar a continuidade com a BMW — ou até para atrair o interesse de outros fabricantes.
















