Uma marca que escreveu páginas importantes da história das competições de motociclismo está de regresso ao Campeonato do Mundo FIM Supersport. Em 2027, a Motozoo Racing vai voltar a colocar a Suzuki na grelha do WorldSSP, com a GSX-R750, dando início a um projeto ambicioso que terá Mattia Casadei aos comandos da moto número 40.
Abre-se assim um novo capítulo na história da Motozoo no Campeonato do Mundo de Supersport, com o objetivo de devolver uma marca fortemente ligada ao mundo das competições e das motos derivadas de série aos lugares de destaque a nível internacional. Trata-se de um regresso com um enorme significado desportivo e histórico.
Entre o final dos anos 90 e o início dos anos 2000, a Suzuki foi uma das grandes protagonistas da categoria Supersport. Em 1998, Fabrizio Pirovano conquistou a Supersport World Series com a Suzuki GSX-R600, enquanto, em 1999, Stéphane Chambon venceu, também ao serviço da marca japonesa, a primeira edição disputada sob a designação de Campeonato do Mundo FIM Supersport.
Uma história que teve continuidade nos anos seguintes e que culminou, no que diz respeito à categoria principal das motos derivadas de série, com o título mundial de Superbike conquistado em 2005 por Troy Corser, aos comandos da Suzuki GSX-R1000.
Em 2027, caberá à Motozoo Racing a responsabilidade e a honra de devolver a marca japonesa ao Campeonato do Mundo de Supersport com a GSX-R750, enfrentando um desafio que combina o prestígio da história com um projeto totalmente orientado para o futuro.
A tornar este projeto ainda mais ambicioso estará o piloto escolhido para levar a Suzuki número 40 à pista: Mattia Casadei.
Para a Motozoo, trata-se de um regresso importante. Casadei já representou a equipa italiana no Campeonato do Mundo de Supersport em 2025, quando, aos comandos de uma MV Agusta, demonstrou imediatamente velocidade e capacidade de adaptação, conquistando duas pole positions nas seis rondas em que participou.
Essa experiência permitiu criar uma forte ligação entre o piloto e a equipa, que representa agora uma base importante para enfrentarem juntos um desafio completamente novo.
Casadei traz também para o projeto um currículo internacional de destaque. Campeão do Mundo de MotoE, além de ter conquistado também o título de vice-campeão mundial, o piloto italiano já demonstrou velocidade, experiência e capacidade para se adaptar a diferentes projetos técnicos.
O conhecimento mútuo entre a Motozoo e Casadei, aliado à experiência acumulada pelo piloto no WorldSSP, será um elemento fundamental no trabalho de desenvolvimento da GSX-R750.
A temporada de 2027 não representará, por isso, apenas uma mudança técnica para a Motozoo Racing, mas também o início de um projeto que pretende devolver a Suzuki, de forma consistente, ao grupo dos protagonistas do campeonato mundial de motos derivadas de série.
Naturalmente, existe grande entusiasmo por parte de Fabio Uccelli, responsável pela equipa:
«Para nós, isto é muito mais do que uma simples mudança de moto. É o início de um projeto no qual acreditamos profundamente e temos muito orgulho em poder devolver uma marca como a Suzuki ao Campeonato do Mundo de Supersport.
Estamos a falar de um fabricante que escreveu páginas extraordinárias na história do motociclismo e que alcançou resultados muito importantes precisamente na categoria Supersport.
A Motozoo compete neste campeonato há vários anos e foi neste paddock que crescemos enquanto equipa. Em 2023, tivemos a satisfação de vencer o World Supersport Challenge com Tom Booth-Amos e, desde então, continuámos a investir e a acumular experiência.
Hoje, poder colocar tudo aquilo que aprendemos ao serviço de um projeto como o da Suzuki GSX-R750 representa uma oportunidade e, ao mesmo tempo, uma enorme responsabilidade.
Sabemos que temos muito trabalho pela frente, porque iniciar um novo projeto exige desenvolvimento e um grande compromisso de toda a equipa. Mas é precisamente isso que torna este desafio ainda mais entusiasmante.
Ter o Mattia connosco é outro elemento fundamental. Conhecemo-lo bem, já trabalhámos juntos em 2025 e sabemos o quão rápido é e a importância que também pode ter no desenvolvimento da moto. Juntos conquistámos duas pole positions e percebemos todo o seu potencial.
Recomeçar com ele, com a Suzuki e com um projeto tão importante permite-nos olhar para 2027 com enorme entusiasmo e ambição. Queremos respeitar e honrar a história desta marca, mas, acima de tudo, queremos começar a escrever uma nova página.»
As palavras de Uccelli foram acompanhadas por Mattia Casadei, que também não escondeu a satisfação pelo regresso à equipa:
«Estou realmente muito feliz por regressar à Motozoo e por fazê-lo num projeto tão importante. Em 2025, vivi uma experiência muito positiva com o Fabio e com toda a equipa e, desde as primeiras corridas, conseguimos ser competitivos, conquistando também duas pole positions.
Voltar a encontrar um ambiente e pessoas que já conheço será certamente importante, sobretudo porque temos pela frente um desafio completamente novo.
Devolver a Suzuki GSX-R750 ao Campeonato do Mundo de Supersport é uma enorme responsabilidade, mas também uma motivação gigantesca. A Suzuki é uma marca com uma história incrível no motociclismo e saber que fui o piloto escolhido para este regresso deixa-me muito orgulhoso.
Haverá muito trabalho pela frente e teremos de conhecer e desenvolver a moto passo a passo, mas é precisamente isso que torna este projeto tão interessante.
Conheço a forma de trabalhar da Motozoo e sei quanta paixão existe dentro da equipa. Mal posso esperar para começar a trabalhar com todos e levar a número 40 para a pista.
O objetivo será evoluir rapidamente, ser competitivos e tentar devolver a Suzuki às posições que merece.»














