Pequena entrevista após a vitória na segunda corrida em Portimão

Bater a campeã Maria Herrera no WCR é um feito de que poucas se podem gabar, mas Paola Ramos já o fez duas vezes, na última ronda de 2025, e na primeira de 2026.
Maria Herrera pode ser campeã em defesa do seu título do Mundial feminino e ter conseguido uma vitória e um segundo no começo do Campeonato em Portimão, mas a ribalta do fim de semana algarvio foi em grande parte para Paola Ramos, que com uma manobra bem calculada na última volta, veio vencer a segunda corrida e lidera agora o campeonato, empatada em pontos, mas sendo a vencedora mais recente.
Impunha-se conhecer melhor a nova estrela do WCR, que pela própria admissão de Herrera, será a única que lhe poderá dar luta este ano.

Paola, desde logo parabéns! Já o ano passado tínhamos reparado em ti, e até julguei que fosses ganhar logo na primeira corrida… Que alterações fizeram à moto que te permitiram ganhar agora?
“Bom, fizemos principalmente duas pequenas modificações de última hora à moto e… pouco mais. Eu tinha a certeza de que tinha uma hipótese de ganhar, se a Maria não se fosse embora nas duas primeiras voltas, ia poder estar colada a ela toda a corrida. Também sabia que não podia mostrar os trunfos até à última hora, e assim fiz… Tinha vários sítios para ultrapassar já pensados e acabou por correr bem.”

E ontem (na corrida 1) faltou algo na moto ou ainda não estavas tão à vontade na pista?
“Ontem, tive um problema na partida, isso fez com que a Maria conseguisse abrir um intervalo logo na primeira volta e já me foi muito difícil chegar a ela, mas hoje saímos bem e foi o que se viu…”
Tens um nome que é italiano e o apelido Ramos é muito vulgar em Portugal, podia ser português, mas és espanhola…
“Sim, sou espanhola, de Tarragona…”
Paola Ramos, obrigado!

















