No contexto da pandemia de COVID-19, o Circuito do Estoril protagonizou um regresso tão inesperado quanto marcante ao campeonato do mundo de WSBK — anteriormente, o campeonato de motos derivadas de série só tinha corrido na pista situada perto de Lisboa em 1988 e 1993. As corridas do final da temporada de 2020 foram extremamente emocionantes e disputadas. Este ano, o circuito português está previsto como a penúltima ronda do calendário.
No entanto, atualmente existem muitas discussões em torno do circuito, que é 100% propriedade de uma empresa privada. Uma das bancadas encontra-se degradada e foi encerrada, enquanto outra poderá enfrentar o mesmo destino — apesar disso, não estão previstas obras de renovação a médio prazo. A isto juntam-se queixas de moradores da zona, o que significa que, devido às regras de proteção contra o ruído, já não se realizam track-days há vários meses. Normalmente, as competições profissionais beneficiam de exceções a estas restrições.
Entretanto, tornou-se público que o proprietário pretende conceder a exploração do circuito através de um concurso internacional. Os candidatos terão de apresentar um projeto que inclua investimentos de várias centenas de milhões de euros na infraestrutura.
Um dos interessados conhecidos é o município de Cascais, onde se localiza o circuito. O presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, está a aumentar a pressão e já colocou em cima da mesa a possibilidade de encerrar o circuito, devido à falta de barreiras acústicas e de equipamentos de medição para monitorizar os níveis de ruído. O desfecho continua em aberto.
Até que ponto estas disputas poderão afetar a ronda do WSBK marcada para 9 a 11 de outubro ainda é difícil de prever e dependerá sobretudo do desenrolar do concurso público.
















