Faltam apenas quatro rondas para o final do Mundial de Superbike e depois será tempo de Nicolò Bulega mudar de paddock para iniciar uma nova aventura no MotoGP. A temporada de 2027 representará uma verdadeira revolução para o italiano, que terá a missão de defender as cores da VR46. Uma nova moto, uma nova equipa, um novo chefe técnico e até um novo número de competição: praticamente tudo irá mudar para o piloto de Emilia-Romagna.
O que mais chama a atenção é o percurso que Bulega está a realizar para preparar a sua chegada ao MotoGP. Trata-se de um plano inédito desenvolvido pela Ducati, que permitirá ao piloto chegar à categoria rainha com quase dez dias de testes a mais do que a maioria dos seus futuros adversários.
Falando precisamente de testes, o número 11 estará hoje em pista em Misano para a última sessão de trabalho com a Ducati de 850cc antes de regressar aos comandos da moto em Valência, no final de novembro. Bulega terá assim a oportunidade de continuar a desenvolver sensações e realizar as comparações necessárias antes de passar o testemunho a Michele Pirro, que deverá regressar à ação a partir de meados de setembro.
Mas as mudanças não se limitam à moto. Também dentro da garagem da VR46 haverá uma importante herança técnica. Como é sabido, Bulega ocupará o lugar deixado por Franco Morbidelli e trabalhará com a estrutura técnica que acompanhou o piloto italiano. Matteo Flamigni será o seu chefe técnico, enquanto Daniel Borroni ficará responsável pela eletrónica. Flamigni é uma figura de enorme experiência e poderá desempenhar um papel fundamental na adaptação de Bulega ao MotoGP, depois dos anos de trabalho conjunto com Tommaso Raponi no Mundial de Superbike.
Há ainda um detalhe particularmente curioso relacionado com o número de competição. Bulega construiu grande parte da sua identidade desportiva em torno do número 11, que utiliza há vários anos. No entanto, no MotoGP não poderá continuar a usá-lo, uma vez que o número já pertence a Diogo Moreira. Para o manter, seria necessário chegar a um acordo com o piloto brasileiro.
Por isso, tudo indica que o italiano poderá adotar o número 16 como novo símbolo da sua carreira no MotoGP, uma escolha que reforçaria ainda mais o início de uma nova fase da sua trajetória.
Assim, Bulega prepara-se para um 2027 repleto de mudanças. Da Superbike de 1000cc para a nova MotoGP de 850cc, da estrutura Aruba.it Racing Ducati para a VR46, passando por uma nova equipa técnica e um número diferente na carenagem. Uma autêntica revolução que marcará o início de um novo capítulo para o piloto italiano, precisamente no paddock onde começou a sonhar há mais de uma década.
















