Dakar 2019: Caça ao trono

Por a 4 Janeiro 2019 11:29

Novo ano a chegar e com ele mais uma edição do Dakar, a 41ª da história, no bloco de partida. Desta vez em modo mais curto, menos etapas, e com a inovação do exercício organizado pela Amaury Sport Organisation estar apenas radicado num país, no caso o Peru.

Um vasto pelotão partirá da capital peruana, Lima, e tentará superar as muitas dificuldades e armadilhas ao longo de 10 duras etapas.

Na cabeça desse pelotão está sem dúvida a ‘instituição’ KTM, marca que tem dominado a corrida como quer nos últimos largos tempos. A insígnia laranja detém nas suas fileiras os últimos três vencedores do evento: Matthias Walkner (2018), Sam Sunderland (2017) e Toby Price (2016).

Apesar do grande grau de imprevisibilidade, que está sempre inerente a um Dakar, é de crer que o homem a ser consagrado em Lima seja provavelmente um destes três pilotos. No caso de vitória de Walkner, este igualará os feitos de Fabrizio Meoni, Cyril Despres e Marc Coma, que são até ao momento os únicos pilotos a terem conseguido vencer dois Dakar consecutivos com a KTM.

Figuras que serão coadjuvadas por Luciano Benavides, primo do piloto da Honda Kevin, Laia Sanz e o nosso Mário Patrão, que pela segunda vez na sua carreira participa na grande maratona integrado na estrutura oficial de Mattighofen. Ainda dentro da KTM é necessário ter sempre atenção ao semi-oficial Stefan Svitko, autor de provas discretas, mas muito proveitosas ou não tivesse sido segundo em 2016.

Já no campo da Honda a aposta é igualmente forte com Paulo Gonçalves e Joan Barreda Bort a serem os eternos pontas de lança aos comandos da CRF 450 Rally, que parece estar mais fiável do que nunca. Porém recentes lesões e consequentes intervenções cirúrgicas podem complicar o desempenho destes dois pilotos. A eles juntam-se ainda Kevin Benavides, segundo classificado em 2018, Ricky Brabec e José Ignacio Cornejo, sendo que estes dois terão a cargo a função de prestar apoio aos líderes.

Passando para a Yamaha esta tem como cabeça de cartaz Adrien Van Beveren, piloto que em 2018 lutou pela primeira posição até abandonar devido a queda. Xavier de Soultrait, nome sempre a ter em conta, Franco Caimi e Rodney Faggotter completam o alinhamento do triplo diapasão que terá na equipa directiva o lendário Jordi Arcarons.

A Husqvarna , marca ‘prima’ da KTM, aparece neste Dakar com os mesmos pilotos de 2018. Pablo Quintanilla, bicampeão do mundo de cross country e ralis, e o norte-americano Andrew Short. Quintanilla, que é um ‘maratonista’, é sempre um nome a ter em conta caso a fiabilidade da moto, algo que não sucedeu no último Dakar, seja uma realidade.

Depois num plano mais secundário aparecem marcas como a Sherco e a indiana Hero. A Sherco tem na sua ‘entourage’ a família Metge, mais concretamente os irmãos Michael e Adrien. Com uma prova imaculada estes são dois pilotos que podem muito bem entrar no top 10 final. O mesmo sucede com o muito experiente Joan Pedrero Garcia. A estrear no conjunto azul, mas noutra latitude em termos de resultados, estará Lorenzo Santolino, piloto com carreira feita no enduro e que de há uns tempos para cá chegou às grandes maratonas internacionais.

A Hero MotoSports tem junto de si Joaquim Rodrigues, uma das revelações da corrida de 2017, e ainda Oriol Mena, piloto que ao conquistar um belo sétimo lugar em 2018 ficou com o sempre importante título de melhor estreante em competição.

Relativamente aos pilotos privados, nomes como Ivan Jakes (KTM), Arman Monleón (KTM), Diego Duplessis (Honda) ou o boliviano Daniel Nosiglia (Honda) estarão à espreita para aproveitar uma escorregadela entre os pilotos oficiais e com isso obterem um lugar ao sol.

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Adrien e Mika são irmãos e não primos como dito na matéria.

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