Crónica: Francisco Pita, verdade factual do Dakar 2017 - MotoSport
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Velocidade
No Result
View All Result
  • Motomais
  • Offroad Moto
  • Revistacarros
  • Revistamotos
  • Calibre12
  • Mundonautico
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Velocidade
No Result
View All Result
MotoSport

Crónica: Francisco Pita, verdade factual do Dakar 2017

Virgílio Machado por Virgílio Machado
18 Janeiro, 2017
em Destaque Homepage, Newsletter, Newsletter destaque, TT
A A
Crónica: Francisco Pita, verdade factual do Dakar 2017

Share on FacebookShare on Twitter

Caiu o pano sobre o Dakar 2017 e muitos rios de tinta galgarão as pontes da polémica. O ano passado dissemos que a Peugeot e Peterhansel deveriam ter sido penalizados por terem reabastecido durante uma neutralização. A organização resolveu não o fazer e assim retirou a vitória à Mini.

Este ano, a equipa da Honda e alguns pilotos voltaram a reabastecer numa neutralização e foram penalizados em uma hora. Ora, a Honda alega dois pesos e duas medidas, e basicamente alude que pela mesma razão a Peugeot não foi penalizada no ano anterior…., mas não tem razão, vamos aos factos: A Peugeot deveria ter sido penalizada em 2016, pois o regulamento proíbe o reabastecimento em sede de neutralização.  A ASO teve mal o ano passado e este ano voltou a estar mal já que a moldura da sanção vai de 3 horas à desclassificação e como tal a sanção de uma hora aplicada não tem qualquer base legal.

No meu entender, a Peugeot em 2016 e a Honda em 2017 deveriam ter ido para casa com desclassificação.

Artigos relacionados

MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil

MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil

26 Janeiro, 2026
WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’

WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’

26 Janeiro, 2026

Os pilotos da Honda queixam-se, mas de quê? Eles não têm culpa, mas foi o seu diretor de equipa quem por incompetência e ignorância, ou esperteza estúpida resolveu montar essa estratégia.

A Honda resolveu contractar um mecânico simpático, mas mediano, à equipa KTM, e promovê-lo a diretor de equipa e o resultado está à vista. Funcionou o principio de Peter.

Os pilotos Honda em vez de baterem na ASO e no Colégio de Comissários que benevolentemente só os penalizou em uma hora, deveriam exigir e de imediato a demissão do seu diretor de equipa, que ainda não convencido que a sua estratégia foi errada tentou ludibriar o Colégio de Comissários em sede de recurso, quando ‘aldrabou’ a data do mesmo (pois tinha 24 horas para o apresentar e deixou passar o tempo). Mas não foram só os pilotos que foram penalizados, o Sviko da KTM também.

O regulamento sempre distinguiu entre ‘ligação’ e ‘neutralização’, e após esta penalização aproximei-me de um elemento da ASO para perceber onde estava a diferença do ano passado para este ano na perspetiva deles. Fui informado que na neutralização do ano passado a bomba de gasolina estava no percurso desta e que este ano estava fora. Pois, “bullshit”, que importa a localização da bomba de gasolina, numa neutralização não se pode reabastecer. Para mim a diferença chama-se Peugeot e isso está horrivelmente mal. Mais Peterhansel este ano partiu a perna a um piloto de moto e deveria ter sido penalizado, pois, mas a diferença chama-se “Peterhansel”.

É fácil perceber que sobre os Colégios de Comissários do Dakar paira uma mão do Big Brother e como tal as suas decisões não são imparciais, e em resumo a verdade factual do Dakar é esta: em 2016 a Peugeot deveria ter sido penalizada com um sanção que vai de um mínimo de 3 horas à desclassificação. Em 2017 a Honda deveria ter sido sancionada com uma penalização que vai de 3 horas à desclassificação, e foi apenas com uma hora. Peterhansel que pela segunda vez atropelou um motard, deveria ter sido penalizado e não foi. Para a história ficam 2 vitórias seguidas de secretaria  que ninguém se vai lembrar.

Quanto à organização quem em 2017 arriscou a Bolívia, onde não chovia mas resolveu chover, amputou a prova de umas centenas de km, que desportivamente põe em perigo a prova, mais, se com a chuva apenas podemos criticar a organização pela falta de um plano B, aquando do reconhecimento dos percursos, no que concerne à anulação de Super Fiambálá (etapa rainha), a organização esteve muito mal e totalmente descoordenada.

Às 10:00h da manhã um aluimento de terras soterra totalmente a aldeia de Volcán. Este acontecimento está na rota da caravana do Dakar, e apesar do percurso alternativo estar livre, a organização só fornece indicações ao fim do dia, depois de estarmos parados todo o dia e com isso veio a anulação da etapa de Super Fiambálá. Bastava à ASO informar a caravana atempadamente e todos chegaríamos ao bivouac a tempo e horas. Desportivamente este Dakar 2017 foi esmagadoramente dominado pela Peugeot e pela KTM.

A Peugeot que viu a fúria de Carlos Sainz destruir-lhe um carro não deu hipótese alguma e com os seus pneus únicos e suspensão milagrosa, consegue que a tração atrás deste carro seja muito mais eficaz que os 4×4 da Toyota e da Mini. O curioso é o regulamento indicar que os pneus têm que ser comerciais, mas a Michelin não os vende a ninguém. Assim, a Peugeot foi dona e senhora do Dakar 2017, com um pódio preenchido pela marca francesa.

Nas motos, a KTM ganha o Dakar há 16 anos consecutivos, desde 2000, e este ano, após a penalização da Honda, limitou-se a gerir a corrida, mesmo após a perca do Toby Price. No final três KTM preencheram o pódio, arrasando por completo a concorrência, dando-se ao luxo de o terceiro lugar do pódio ser preenchido por uma KTM de um cliente. A única marca que ameaçou o pódio da KTM, foi a Yamaha através de Beveren, que acabou em 4º lugar, e, que com tanta informação e contra informação acabaram por se esquecer dela. Os portugueses estiveram bem e cabe-me reconhecer que Paulo Fiúza e Felipe Palmeiro se consagraram como navegadores de referência nos automóveis e que apesar da ausência de pilotos nacionais, eles estiveram bem.

Nas motos, realço Hélder Rodrigues que pela décima vez acaba o Dakar no TOP 10 da geral, Mário Patrão que integra a equipa da KTM Factory e teve um papel notável e importante na vitória final da KTM neste Dakar, Joaquim Rodrigues que como estreante acabou num excelente 12º lugar, Gonçalo Reis, segundo na classe maratona e 25º à geral, e ultima palavra para Fernando Sousa Junior que se superou a ele próprio.

Caiu o pano sobre o Dakar 2017. Venha o Super Dakar de 2018, com essa possibilidade do Dakar do Pacifico (3 semanas) passando pela Colômbia.

Francisco Pita, ex-piloto do Dakar, cronista do MotoSport

Tags: Dakar 2017Francisco Pita
Virgílio Machado

Virgílio Machado

Artigos relacionados

MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil
Autosport

MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil

por Miguel Fragoso
26 Janeiro, 2026
WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’
Autosport

WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’

por Miguel Fragoso
26 Janeiro, 2026
Próximo artigo
MotoGP: Yamaha apresenta Valentino Rossi e Maverick Viñales

MotoGP: Yamaha apresenta Valentino Rossi e Maverick Viñales

MotoGP: Horários deste domingo do GP da Áustria

MotoGP: Madrid e Bolonha dividem atenções neste final de semana

Please login to join discussion
  • Novidades
  • Tendências
  • Comentários
MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil

MotoGP: Estrella Galicia 0,0 é o patrocinador oficial do GP do Brasil

26 Janeiro, 2026
WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’

WSBK: Chris Gonschor ‘Tanto Miguel como o Danilo adaptaram-se muito rapidamente à moto’

26 Janeiro, 2026
WSBK: Miguel Oliveira já tem data de apresentação em…Portugal

WSBK: Miguel Oliveira já tem data de apresentação em…Portugal

26 Janeiro, 2026
MotoGP: Francesco Bagnaia admite que críticas foram ‘90% desnecessárias’

MotoGP: Francesco Bagnaia admite que críticas foram ‘90% desnecessárias’

26 Janeiro, 2026
MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

8 Setembro, 2025
MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

28 Agosto, 2025
MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

16 Outubro, 2025
MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

29 Dezembro, 2025
2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus.   Por: João Pais

2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus. Por: João Pais

75

A demanda de D. Miguel. Por João Pais

63
Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

40
Os Manos. Por João Pais

Os Manos. Por João Pais

28

Sobre

Especialistas em Motos, MotoGP, MXGP, Enduro, SuperBikes, Motocross, Trial

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

Miguel Oliveira Motas Moto2 Moto3 MotoGP Motos Mundial de Superbikes MX2 MXGP Off Road Rally Dakar

GRUPO V

Motosport ES
Motomais
Offroad moto
Revistacarros
Revistamotos
Calibre12
Mundonautico

© 2024 Motosport copyright

No Result
View All Result
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Velocidade

© 2024 Motosport copyright