Ensaio – Suzuki GSX-S1000

Por a 8 Agosto 2016 11:35

Com base no motor da sua superbike, a GSX-R 1000, a Suzuki apresenta a GSX-S, um modelo naked pleno de carácter, prestações e muito agradável de utilizar em estrada. A verdadeira roadster desportiva.

É pequena, muito compacta e a sua decoração e desenho não exprimem as características que estão por baixo da aparência discreta. O azul forte da unidade que testámos, a lembrar as mais recentes cores de competição da Suzuki, são o único indício para a origem desportiva da GSX-S1000. A receita não é nova, muitas marcas o fazem, e a Suzuki tem sido uma delas. Basta pegar na base mecânica de uma desportiva, despi-la de todas as carenagens e simplificar um pouco o motor para o tornar mais eficaz numa utilização em estrada. A GSX-S1000 é uma novidade apresentada no ano passado que representa a roadster da Suzuki para o segmento das superbikes, com um motor de 1000 cc derivado da GSX-R1000. É uma moto pensada para oferecer as sensações do motor grande de uma superdesportiva, numa moto pensada para ser utilizada num ambiente urbano. É descontraída, mais confortável e mais fácil de explorar.

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Um conjunto vencedor

A base escolhida para esta GSX-S1000 é a mecânica mais que provada da superbike da Suzuki. O motor é o dinâmico quatro cilindros, que recebeu alterações para ter uma resposta mais forte em médios regimes, sacrificando um pouco a potência máxima. Ainda assim temos 145 cv, que chegam e sobram para garantir as necessárias descargas de adrenalina sempre que aceleramos. É rápido mas oferece um comportamento previsível, controlável e tem ainda a ajuda do controlo de tracção. Este é regulável em três níveis de intervenção e pode ser desligado. O nível 1 é o menos actuante, deixando a roda traseira ter algum tacto da tracção sob acelerações mais fortes. Funciona bem sem ser excessivamente actuante. No nível dois já se sentem algumas limitações e no nível 3, actua quase de forma preventiva, o ideal para condições de mau tempo e piso escorregadio. A grande facilidade de controlo deste motor, levou-nos a andar algumas vezes com o controlo de tracção desligado, no fundo como fizemos toda a nossa vida, e a mecânica da GSX-S demonstrou um pouco mais de nervo, sem ser nervosa. Para os momentos de pura diversão, com os pneus já devidamente aquecidos, consegue-se um pouco mais de diversão sem correr demasiados riscos.

De cariz desportivo

Na base da ciclística está um quadro de alumínio que oferece um tacto ligeiro de direcção, sem ser nervoso. A frente é precisa, e dá confiança para nos animarmos em estadas mais reviradas. Podemos entrar rápido em curva e descrever sem dificuldade a trajectória que decidimos. O guiador largo e a posição de condução ligeiramente sobre os braços ajudam muito a termos um bom controlo. As suspensões estão afinadas para uma utilização mais dinâmica, actuando por vezes com alguma rudeza. Acabam por não ser desconfortáveis e conseguem ser eficazes para uma condução mais desportiva em estrada. Na travagem as pinças radiais monobloco da Brembo têm uma capacidade de travagem muito boa, e o ABS garante a segurança necessária para os explorarmos até perto do limite e nos momentos de aflição. A frente é completada por uma forquilha invertida Kayaba de 43 mm, totalmente regulável.

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A atitude certa

Muito compacta e leve, pesa 209 kg, a Suzuki GSX-S 1000 é perfeita para uma utilização quotidiana em cidade ou nas pequenas deslocações de fim de semana. A posição de condução é bastante natural, o assento bem desenhado para o fins desta roadster e a ausência de carenagens torna cansativas as deslocações a velocidades mais elevadas. Face às roadsters desportivas mais recentes, GSX-S apresenta-se bastante mais civilizada. O seu motor perdeu a brutalidade da moto de pista, tornando-se mais lógico para um uso quotidiano. É um motor possante, rápido a subir de regime e muito dinâmico, como será de esperar de um “mil” de uma superbike, contudo não apresenta a agressividade de um motor desenhado para ser medido à centésima de segundo em pista. É muito mais agradável de utilizar nas comuns situações de rua e acaba por ser mais fácil de explorar. Não temos sempre a sensação que estamos prontos atacar alguém, mas sempre que queremos ser rápidos basta rodar o punho. As prestações da superbike vão-se revelar. O ruído de escape é impressionante para um unidade de série, deixando-nos sempre com uma excelente disposição quando queremos sentir uma pouco mais de emoções. A Suzuki GSX-S1000 é um modelo bastante maduro, divertido de utilizar e, ao mesmo tempo, serve na perfeição umas descontraídas deslocações citadinas.

Motor mais suave

O motor da GSX-S1000 é uma versão mais civilizada da unidade de quatro cilindros da GSX-R1000 K5. Esta unidade foi afinada para responder de forma mais suavemente à acção do acelerador. A cabeça dos cilindros foi redesenhada nas suas condutas de admissão e escape e a taxa de compressão passou de 12,5:1 para 12,2:1. O pistões são mais leves 3%, as árvores de cames menos agressivas no seu desenho e as válvulas deixaram de ser em titânio. O red-line desceu das 13500 rpm para as 11500 rpm, e consegue-se assim uma excelente repartição de potência ao longo da gama de rotação do motor. As velas de ignição são de Iridium para optimizar a combustão, traduzindo-se em maior potência, resposta do acelerador, arranques mais fácil do motor e menores emissões. Na admissão é montada uma versão actualizada do sistema de dupla borboleta de acelerador (SDTV) característico das GSX-R. Os injectores de combustível têm 10 orifícios para melhorar a atomização do combustível e para melhor eficiência da combustão contribuindo para diminuir o consumo. O sistema de escape tem uma arquitectura 4-2-1 com o silenciador encaixado sob o motor de modo a tornar o conjunto mais compacto e garantir um maior equilíbrio de massas. O sistema de escape incorpora o sistema “Suzuki Exhaust Tuning” (SET), uma válvula de borboleta accionada por um servomotor, que abre/fecha de acordo com a rotação do motor e que controla as ondas de pressão nos gases de escape para melhorar a combustão a baixas rotações.

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Fica Técnica

Cilindrada: 999 cc

Potência: 145 cv

Depósito: 17 lt

Peso: 209 kg

Preço : 12,799€

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Tipo: 4 cil, refrigeração por líquido

Distribuição: 16 válvulas

Binário: 105,7 Nm

Embraiagem: multidisco em óleo, anti-retenção

Caixa: seis velocidades

Transmissão: por corrente

Quadro: dupla trave em alumínio

Suspensão dianteira: forquilha invertida Kayaba de 43 mm

Suspensão traseira: monoamortecedor

Travões: dois discos de 310 mm + disco de 220 mm

Rodas: 120/70-17” 190/55-17”

Distância entre eixos: 1.460 mm

Altura do assento: 810 mm

Disponível nas seguintes cores: Azul e Vermelho/Preto

Mais informações AQUI

Concessionários AQUI

Texto: Marcos Leal

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