Ensaio – Honda CB500F

Por a 13 Agosto 2016 11:30

A CB500 é uma instituição Honda, um dos nomes mais fortes do construtor japonês que começou em 1971 e teve uma nova vida em 1993. Ao longo dos anos as CB500 serviram milhares de motociclistas em todo o mundo e são pau para toda a obra.

O teste da CB500F decorreu na zona de Sevilha, mas a Honda esqueceu-se de avisar São Pedro da nossa presença e fomos presenteados na maior parte do tempo com uma copiosa tempestade que me permitiu testar a impermeabilidade do equipamento que levava a um ponto extremo. A tremenda molha apanhada foi também o motivo de nem termos feito fotos de andamento com a moto, tal era a força com que caía e o escuro que o dia se tornou. Ainda assim, cumprimos os mais de 100 kms que estavam previstos e foi possível ficar com uma excelente noção das qualidades da CB500F, até porque conseguimos testar a sua irmã CBR500R a seco.

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As CB500F são, pelas suas características, motos muito usadas profissionalmente. Empresas de estafetas, escolas de condução e muitas entidades públicas de segurança têm nas suas frotas esta Honda. A simplicidade, facilidade de condução e economia de utilização e manutenção assim o determinam. É também uma moto muito usada por milhares de motociclistas que todos os dias se deslocam nela para os seus trabalhos e nos percursos urbanos. Trata-se sem dúvida de uma ferramenta indispensável a quem usa a moto todos os dias e necessita de um veículo robusto, prático e fiável. A Honda apresenta uma moto que tem uma posição de condução com as mãos mais altas e abertas que a CBR500R, tornando-se mais cómoda e fácil de conduzir, apesar da diminuição da protecção aerodinâmica. Nas estradas de muitas curvas que apanhámos, e apesar de estarem completamente encharcadas, a CB transmite mais segurança a curvar e é muito fácil definir com ela as linhas escolhidas.

Diversão

Mas a Honda não pensou apenas no lado mais profissional ou “mundano” da utilização da moto, a CB500F, nesta nova versão, ganhou todo um lado estético muito bem conseguido e desenhado. A moto está mais agressiva e o suporte de farol integra-se bem na linha da moto, tendo a traseira ficado mais curta e afilada e, principalmente, tendo perdido a enorme carenagem preta que ficava por baixo do banco e do depósito na versão anterior e que lhe dava um ar algo pesado. O lado mais lúdico e jovem desta CB vem mais facilmente ao de cima e é naturalmente uma das preferidas dos encartados na categoria A2, dos regressados ao mundo das motos depois de ausências por vezes prolongadas e também dos que optam por baixar de cilindrada à procura de mais diversão e facilidade de condução. A verdade é que a CB500F não decepciona ninguém e se por um lado a moto não anda muito, nem tem uma potência imediata avassaladora, é muito rotativa e leve, o que a torna muito divertida de conduzir e capaz de surpreender motos maiores na velocidade em curva e entrada em curva.

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Melhorias

As principais melhorias na CB que a Honda introduziu, são uma melhor resposta do motor, o aumento da agilidade (foi montado um sub-quadro mais leve e mais flexível), um novo escape com dimensões e formas mais modernas e funcionais, melhorias na caixa de velocidades, um tampão de gasolina pivotante que não se separa do depósito da moto e a regulação da pré-carga da suspensão da frente. No total foram 200 peças que a Honda mudou na moto, uma soma que se traduz numa moto nova e que se sente dessa forma. Os novos pneus Dunlop Sportmax, tiveram um comportamento irrepreensível no molhado, dando muito boa conta de si sem qualquer susto a relatar. A suspensão é muito competente sem deslumbrar, mantendo a moto sempre aprumada e os dois discos de travagem são suficientes para parar a CB de forma rápida e eficaz. O ABS de origem filtrou bem as dificuldades da viagem chuvosa e nunca se mostrou demasiado intrusivo. A Honda, a pensar nos diversos utilizadores e também nos mais jovens, lança a CB em seis decorações diferentes, bastante coloridas e alegres, com a tricolor a ser a que me chamou mais a atenção. Não importará que tipo de utilizador esteja aos comandos da CB500F, nem qual a utilização que lhe pretenda dar, a moto não pretende ser nada que não é, pode vestir sapatilhas ou fato de macaco que terá um comportamento sempre à altura da situação.

Ficha Técnica 

Cilindrada- 474 cc

Potência- 48 cv

Depósito- 16,7 lt

Peso- 190 kg

Tipo: 2 cil paralelos, refrigeração líquida

Distribuição: 8 válvulas

Binário: 43 Nm

Embraiagem: Húmida, multi discos

Caixa: Manual 6 velocidades

Transmissão: por corrente

Quadro: em aço, tipo diamante

Suspensão dianteira: forquilha convencional de 41 mm, 120 mm curso

Suspensão traseira: monoamortecedor,

Travões: disco de 320 mm + disco de 240 mm

Rodas: 120/70-17” 160/60-17”

Distância entre eixos: 1.410 mm

Altura do assento: 785 mm

Preço: 5.899 €

Cores disponíveis

Ross White

Mat Gunpowder black metallic

Pearlo metalloid whitte

Millennium red

Lemon ice yellow

Candy energy orange

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Família CB

A CB500F é parte da família 500 da Honda, motores bicilíndricos paralelos com potência ajustada para poderem ser usadas pelos titulares de carta A2. Os outros membros desta família são a CBR500R e a CB500X, uma desportiva carenada e uma trail citadina. Esta diversidade dá ao cliente um leque de escolha muito maior, tendo até agora, a Honda, vendido 90.000 unidades destes três modelos em todo o mundo (30.000 no mercado europeu), sendo a variante X a mais vendida das três.

Mas a CB também pertence a outra família, uma cheia de história e pergaminhos no seio da marca. Actualmente na gama do maior construtor mundial, existem cinco CB: CB125F, CB500F, CB650F, CB1000R e CB1100. Todas estas motos têm o mesmo propósito, seguir o legado daquela que foi considerada a moto do século XX a CB750 Four. Na realidade, cada uma no seu segmento representa uma ideia consistente da Honda, dar aos motociclistas uma máquina que seja um complemento das suas necessidades de transporte e de diversão e todas elas são referência nas suas classes.

Para além da CB750 Four, também nos anos setenta uma CB500 foi uma das estrelas da companhia, lançada em 1972 a CB500 Four, tetracilíndrica, deu caça às 650 de dois cilindros da época e foi um modelo bem sucedido. Em 1993 foi posteriormente lançada aquela que sem dúvida foi a directa antecessora da actual CB500F, a CB500. Durante 10 anos foi uma das motos mais vendidas em Portugal e no mundo, tendo sido uma escola de média cilindrada para milhares de motociclistas. Uma concepção simples, uma robustez e fiabilidade a toda a prova, um preço equilibrado, tornaram a CB um caso de sucesso que só terminou porque os motores não cumpriam a norma Euro2 na altura.

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Texto: Hugo Ramos

Fotos:  Honda

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