Ensaio Ducati Panigale V2 – Maneira Suaves - MotoSport
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes
No Result
View All Result
  • Motomais
  • Offroad Moto
  • Revistacarros
  • Revistamotos
  • Calibre12
  • Mundonautico
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes
No Result
View All Result
MotoSport

Ensaio Ducati Panigale V2 – Maneira Suaves

Paulo Araújo por Paulo Araújo
23 Julho, 2020
em MOTO+
A A

Share on FacebookShare on Twitter

https://motomais.motosport.com.pt/ensaios/ensaio-video-ducati-panigale-v2/

Esbelta e graciosa como um Ferrari em 2 rodas, e com o vermelho vivo a condizer, a nova Panigale V2 repesca o nome da sua irmã mais feroz de 4 cilindros e aplica-o no tradicional formato da Ducati de 2 cilindros em V a 90 graus, debitando 155 cavalos às 10.750 rpm.

Tempos houve em que a maior Superbike da Ducati, a 888, nem
chegava aos 900cc, mas agora, com a Ducati de Superbike a chegar aos 1198 cc,
este motor Panigale Superquadro de 955cc é a versão mais gentil do motor de
comando Desmodrómico, permitindo explorar toda a doçura de uma ciclística
perfeita ao longo de uma larga faixa de utilização muito linear.

A moto segue a estética da Panigale R, desenhada por GianAndrea
Fabbro, incorporando a solução excêntrica do amortecedor traseiro acoplado ao
lado esquerdo do motor, até para complementar a adoção do monobraço da
Panigale, em contraste com a 959 que este modelo substituiu.

Artigos relacionados

Tampas GB Racing para a Ducati Panigale V4

2 Setembro, 2025
3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

27 Fevereiro, 2025

ERGONOMIA

Esta moto não só é lindíssima à vista, mas agrada aos outros
sentidos também, pelo mundo de emoções a que nos consegue transportar sem a
resposta brutal ou dureza de suspensões que por vezes se receia numa Superbike.

Assim que nos sentamos, descobrimos que a bolha é muito
estreita e não chega para nos esconder atrás da carenagem… O que faz, no
entanto, é tirar toda a pressão do nosso peito, quando seguimos ligeiramente
inclinados paa diante, tornando a posição do guiador ideal para uma desportiva.

Nem vamos muito encavalitados no banco, com peso demais nos
pulsos, nem chegados demasiado atrás, sendo possível assumir uma posição mais
agressiva se nos apetecer… por exemplo, para enfrentar uma série de curvas
encadeadas que são a razão de ser desta moto.

Aí, podemos utilizar o apoio dos poisa-pés para a dirigir
como que magicamente, cada pequeno movimento nosso provocando logo a
correspondente resposta da ciclística sem mais esforço, talvez um toque nos
avanços para a colocar na zona mais funda da curva, regressando com o abrir
gradual do acelerador a fazer a moto erguer-se de novo a caminho da curva
seguinte.

Numa reta, a aceleração não é de cortar a respiração, pois a
subida de rotação do bicilíndrico em V leva o seu tempo a dar a volta ao
mostrador TFT, mas há tanta faixa utilizável, que nos permite explorar o motor
em diferentes combinações de passagens de caixa, brincando com a descida de
rotações só para ver quanto conseguimos descer e continuar a sair muito limpa.

MOTOR

O ponto forte é justamente a forma gradual como tudo
acontece, já que a entrega do motor Superquadro de 8 Válvulas é complementada
perfeitamente pela linearidade da ciclística, mas nem se pense por isso que
este motor é anémico.

De facto fazer um bicilíndrico desta dimensão atingir regimes
estratosféricos por volta das 11.000 rpm faz com que haja faixa utilizável com
linearidade entre as 5 e as 10 mil, mas com um puxão mais forte, que é imediatamente
perceptível, entre as 8 e as 9 mil rotações.

Ao mesmo tempo, este motor tem uma sensação que não inclui a
crudeza de anteriores gerações dos V2 da marca de Bolonha, pelo contrário, a
sensação de entrega de potêcia à medida que o motor sobre de regime, é agora
temperada com uma suavidade e ausência de ruídos mecânicos também ela muito
agradável.  Se quiserem, não deixa de ser
Ducati, mas é uma Ducati diferente.

Para isso, contribuem também os 3 modos de condução, Street,
Sport e Race:

O Street é um bocadinho manso, pois apesar de manter os 155
cv do motor, modula a resposta do acelerador Ride-By-Wire e seria para
enfrentar chuva ou piso escorregadio, pois torna a resposta do punho mais
gradual, como se nunca fossemos atingir o limite de rotações e por outro lado,
assegura um alto nível de intervenção dos controlos de tração e ABS.

A seguir, vem o modo Sport, que dá uma sensação de
acelerador e subida de rotação mais direta, maximizando o ABS em curva e
regulando as ajudas eletrónicas para uma condução desportiva.

Finalmente, no modo Race, a sensação do punho é muito mais
direta ainda e supostamente, a eletrónica o menos interventiva possível… não é
que com os superlativos Pirelli Diablo Rosso Corsa, perfeitamente à altura de
participar num Track Day, alguma vez estivessemos em risco de provocar
derrapagens, mas o motor sente-se mais cru e tudo começa a acontecer muito
depressa, a resposta motor equilibrada com a rapidez de reação da ciclística.

Na prática, pelo puro gozo que dá e levando em conta a
leveza da moto em condução, este seria o modo escolhido por nós, sem dúvida em
detrimento de consumos mais contidos, mas quem pensa nisso com esta Panigale
V2?

O pacote de assistências inclui os 3 Modos de condução já
descritos, Street, Sport e Race, ABS em curva EVO, Controlo de tração Ducati DTC
EVO 2, Controlo de cavalinho Ducati DWC EVO, Controlo de derrapagem Ducati DSC
e Controlo de travagem motor EBC EVO.

ESTÉTICA

Esteticamente, a dianteira está muito próxima da anterior
959, mas a traseira, com o motor portante e o amortecedor colocado do lado
direito, remete para a Panigale e torna a moto mais ligeira e menos
sobrecarregada. A nova Panigale V2 está cheia daqueles pequenos detalhes que
ainda estamos a descobrir uma horas depois de a ter nas mãos e tornam as motos
italianas tão especiais… O emblema da Ducati na frente do vidro, a sigla
Panigale V2 dos lados da carenagem, a inscrição Ducati na cauda que incorpora o
tricolore… Até a Showa e a Pirelli entram na festa, com o piso do pneu gravado
com o nome Rosso Corsa!

COMPORTAMENTO

Se o comportamento dinâmico é exemplar, benefieciando de uma
boa estrada sem solavancos, os travões estão à altura, com aquela sensação
sedosa das manetes Brembo e punhos estreitos que amplificam a sensação de controlo…
A mordida das pinças Brembo é infinitamente modulável, doseando-se com dois
dedos duma leve correção até à violência de desaceleração que quase provoca uma
égua sem esforço, ajudada pela presença do ABS.

Até o pedal do travão traseiro tem um bom tacto, útil para
aconchegar a moto, que se nota por vezes algo leve em curva, mas de uma
estabilidade total…

Os avanços são ao mesmo tempo baixos e largos, e como não
vamos excessivamente empinados na moto nem os pés vão exageradamente elevados,
a posição de condução acaba por ser muito boa para uma desportiva deste tipo…

Do lado da suspensão, o famoso Showa Big Piston Fork proporciona uma variedade de ajustes conjugáveis com a regulação do amortecedor traseiro Sachs.

A única coisa que poderíamos criticar, fiel à sua vocação de moto de Track Day, é a ausência de uma leitura do nível de gasolina até que se acende o aviso de reserva…

De resto, pelos seus 17.795 Euros preço base, a Panigale V2 proporciona as sensações fortes que esperamos de uma Ducati, mas temperadas com uma nova sofisticação e conforto, que permitiria até alargar a sua utilização quase para o dia-a-dia…

FICHA
TÉCNICA
Ducati Panigale V2
Motor Bicilíndrico
em L a 90 graus, refrig. líquida, 4 tempos
Distribuição DOHC 8
válvulas, comando Desmodrómico
Potência 155
cv às 10.750 rpm
Binário
Máximo
104 Nm/9.000rpm
Taxa
de Compressão
12,5 : 1
Diâmetro
x Curso
100
x 60,8 mm
Ignição TCI

Alimentação Injeção
eletrónica Magnetti Marelli, Ride by Wire
Instrumentação Écran
TFT de 4,3 polegadas
Emissões
CO2
100 g/km, 2 catalizadores e 2 sondas Lambda
Cilindrada 955
cc
Embraiagem Multidisco
em banho de óleo servo-assistida
Caixa
de velocidades
6 relações
com Ducati Quick Shift up/down EVO2
Ciclística Monocoque
em liga de alumínio
Braço
oscilante
Monolateral
em liga de alumínio com túnel p a corrente
Dimensões 2.138
x 806 x 1270
Suspensão
Frente
Garfo
telescópico invertido Showa BPF 43mm, curso 120 mm
Suspensão
Traseira
Mono
amortecedor Sachs, curso 130 mm
Angulo
direção/ Trail
24
graus /94 mm
Pneus,
Frente – Trás
120/70
ZR17 – 180/60 ZR17 tubeless
Travão
dianteiro
Discos
Brembo 320 mm c ABS, pinça Brembo radial
Travão
traseiro
Disco
Brembo 245 mm c ABS em curva
Altura
do assento
840
mm
Distância
entre eixos
1436
mm
Distância
livre ao solo
140
mm
Transmissão
final
Corrente
Peso,
ordem de marcha
200
Kg/ 176 Kg a seco
Depósito
de combustível
17
litros
Preço 17.795
€

CONCORRÊNCIA

Honda CBR1000R Fireblade

199 cv, 202 Kg, 22.200€

MV Agusta
F3 800RC

148 cv, 173 Kg, 21.703€

Suzuki GSX-R 1000A

199 cv, 202 Kg, 17.999€

Tags: DucatiPanigaleV2
Paulo Araújo

Paulo Araújo

Jornalista especialista de velocidade, MotoGP e SBK com mais de 36 anos de atividade, incluindo Imprensa, Radio e TV e trabalhos publicados no Reino Unido, Irlanda, Grécia, Canadá e Brasil além de Portugal

Artigos relacionados

Ensaios

Tampas GB Racing para a Ducati Panigale V4

por Paulo Araújo
2 Setembro, 2025
3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!
MOTO+

3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

por Ricardo Ferreira
27 Fevereiro, 2025
Próximo artigo
MotoGP, treinos Qatar – Tardozzi fala da Ducati

MotoGP, Andaluzia: Puig explica a participação de Márquez

Designer italiano traz a icónica Galletto de volta à vida

  • Novidades
  • Tendências
  • Comentários
WSBK 2026 – O futuro de Oliveira: Rostos novos, equipas novas, máquinas novas

WSBK – Garrett Gerloff renova com a Kawasaki

12 Junho, 2026
WSBK – Superpole com mais do mesmo e domínio Ducati

WSBK – Bulega e Lecuona à frente do FP1 sem história

12 Junho, 2026
WSBK – Lecuona : “Chego aqui ainda mais feliz do que o normal”

WSBK – Lecuona : “Chego aqui ainda mais feliz do que o normal”

12 Junho, 2026
WCR – Antevisão do Mundial Feminino, com Herrera e Neila muito próximas

WCR – Antevisão do Mundial Feminino, com Herrera e Neila muito próximas

12 Junho, 2026
MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

8 Setembro, 2025
MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

28 Agosto, 2025
MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

16 Outubro, 2025
MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

29 Dezembro, 2025
2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus.   Por: João Pais

2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus. Por: João Pais

75

A demanda de D. Miguel. Por João Pais

63
Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

40
Os Manos. Por João Pais

Os Manos. Por João Pais

28

Sobre

Especialistas em Motos, MotoGP, MXGP, Enduro, SuperBikes, Motocross, Trial

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

Miguel Oliveira Motas Moto2 Moto3 MotoGP Motos Mundial de Superbikes MX2 MXGP Off Road Rally Dakar

GRUPO V

Motosport ES
Motomais
Offroad moto
Revistacarros
Revistamotos
Calibre12
Mundonautico

© 2024 Motosport copyright

No Result
View All Result
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes

© 2024 Motosport copyright