A VERSÃO FINAL DE PRODUÇÃO DA BIMOTA TESI H2, COM MOTOR DA
KAWASAKI H2, RODOU NA PISTA DE MISANO ANTES DAS PRIMEIRAS ENTREGAS A CLIENTES.
SÓ SERÃO CONSTRUÍDAS 250 UNIDADES, CADA UMA COM PREÇO A PARTIR DE 64.000 EUROS.
Já passou quase um ano desde que a Kawasaki surpreendeu tudo e todos, ao confirmar que tinha comprado uma grande participação na histórica – ainda que em crise profunda – Bimota, aproveitando a ocasião para revelar um novo conceito na forma da atraente e poderosa Bimota Tesi H2.

Com muitos fundamentos compartilhados com a icónica Kawasaki H2, e ostentando um design que estranho com múltiplas curvaturas, asas e vincos, a Bimota Tesi H2 foi sem dúvida a revelação mais atraente do EICMA de Milão.

Sem exposição para este ano de 2020, devido ao cancelamento do evento, os fabricantes fazem agora as coisas à sua própria maneira, o que no caso da Bimota significou dar à versão de produção do Tesi H2 uma estreia bastante modesta nas redes sociais com algumas imagens.
No entanto, não há nada de modesto neste modelo final (conduzida no vídeo acima pelo veterano e conceituado jornalista Alan Cathcart), que mantém todo o estigma do conceito, mas adiciona um esquema de cores tricolore mais elegante. É linda? Para a Bimota Tesi H2 não existe meio termo: ou se ama ou se odeia.
ESTÉTICA ALIENÍGENA

As suas formas alienígenas parecem vir de outra galáxia, com
aquela orgia de bordas e linhas descontínuas. Pode-se ou não gostar, mas nada
pode realmente ser dito de negativo sobre a perfeição de cada pormenor. O
cuidado é extremo, a qualidade excelente.
Fazer a descrição técnica da Bimota Tesi H2 é como ver um quadro de Pablo Picasso e descobrir nele os traços mais importantes. Comecemos por dizer que a Tesi da nova geração tem o coração da Ninja H2. Significa um motor de 4 cilindros em linha de 998cc, sobrealimentado por um compressor centrífugo, aqui na configuração de 231 CV, potência que pode ser aumentada para 242cv com a entrada do Ram-air sob pressão.

A Bimota Tesi H2 nasceu das mãos de Pierluigi Marconi, o mesmo engenheiro que foi o pai da primeiro Tesi 1D em 1991. O principal elemento distintivo é a ausência de um garfo telescópico clássico. No seu lugar há um braço oscilante infulcado em placas de alumínio de tarugo, que separa a acção de direcção da acção de absorção de choques, enquanto o mono Öhlins TTX é curiosamente colocado atrás do motor, ao lado do gémeo da suspensão traseira.
Este tipo de construção assegura um peso leve, boa centralização de massa e afundamento limitado sob travagem, para maior estabilidade. A electrónica inclui controlo de tracção, mapas de motor, curva ABS, modos de condução e quickshifter de duas vias.

O PRAZER DA CONDUÇÃO DESPORTIVA

O assento posicionado a 840 mm do solo e o formato lateral pouco
largo da moto permite a qualquer um colocar com firmeza os pés no chão. O peso,
comparado com a Ninja H2, é decididamente mais baixo (207 kg seco). A postura a
que a Tese obriga, contudo, é uma verdadeira postura desportiva: os avanços do
guiador estão muito baixos, excelente para contrariar a aceleração e a
travagem, mas pouco cómodos em viagens longas.
Como julgar o preço de uma moto praticamente artesanal? Apenas 250 unidades da Tesi H2 serão produzidas e custa 64.000 euros, incluindo IVA, já estando em pré-venda no site oficial. È muito dinheiro, mas é o preço que se tem de pagar para ter uma obra prima em casa, como uma pintura de autor, única e inimitável.

































