Um comunicado emitido pela Competição AMA, publicado no site
do AMA Supercross mostrou que foi dado mais um passo relativamente à questão do
patrocínio da CBD no Monster Energy AMA Supercross Championship no próximo ano.
Este comunicado vem no seguimento da controvérsia do ano
passado. Quando os pilotos Dean Wilson e Chad Reed fizeram acordos de
patrocínio pessoal com produtos de canabidiol (CBD) à base de cânhamo apareceram
na corrida com logótipos na moto e equipamento sem qualquer tipo de aviso.
Desta forma, foram também ignoradas algumas restrições do Lucas Oil AMA Pro
Motocross Championship.
Com estes novos avanços relativos a este tema, parece que
surgem na tentativa de permitir que os logótipos sejam exibidos nas corridas.
Quanto aos logótipos de patrocínio vistos nas transmissões televisivas, parece
que ainda estão sob discussão. Dito isto, segundo o comunicado: “Devido a
mudanças recentes na lei, a presença dos patrocínios de produtos derivados de
canabidiol “CBD”, à base de cânhamo, em certas localizações de
eventos durante a próxima temporada de Supercross serão permitidos.”
No entanto, nem tudo será tão fácil como aparenta pois,
terão de ser cumpridos vários requisitos. Entre eles: “os produtos CBD devem
ser derivados de cânhamo e conter menos de 0,3% de tetrahidrocanabinol
(“THC”); são proibidos logótipos ou sinais CBD que incluam ou estejam
relacionados com a cannabis; os patrocínios de produtos CBD são nulos no todo
ou em parte onde quer que sejam proibidos por lei; e qualquer piloto, equipa
e/ou patrocinador que deseje promover os produtos da CBD na Supercross Events
consente voluntariamente e antecipadamente todas as regras, requisitos e
práticas aplicáveis em cada evento, conforme determinado pela AMA, FIM e Feld
Motor Sports a seu exclusivo critério.”
Entre muitos outros pontos mencionados pelo comunicado,
destacam-se ainda as restrições relativas à transmissão televisiva, onde
poderão surgir algumas imagens. No entanto, essas mesmas restrições permanecem
ainda incertas. Mas há algo que já ficou claro: “os pilotos que competirem com
logótipos ou outras exibições promocionais na sua pessoa, no seu equipamento, ou
na sua moto fazem-no por sua própria conta e risco. A AMA, a FIM e a Feld Motor
Sports reservam-se o direito de exigir que todos os logótipos ou displays dos
pilotos e equipamentos sejam cobertos ou removidos imediatamente.”
Assim, a aplicação da lei propriamente dita e a forma como vai
ser feita está ainda por desvendar. Porém, é facto bem assente que os pilotos
que não cumprirem as regras poderão ser expulsos da corrida ou obrigados a
remover imediatamente o símbolo.















