Álex Rins falou sobre a possibilidade de competir no Campeonato do Mundo de Superbike (WorldSBK) em 2027 durante a conferência de imprensa antes do Grande Prémio da Alemanha. O piloto espanhol já sabe que vai deixar a equipa oficial da Yamaha no final da temporada, uma vez que a marca japonesa optou por uma renovação completa da sua formação, e tudo indica que o seis vezes vencedor de corridas no MotoGP está agora à procura de um lugar no WorldSBK.
Rins compete no MotoGP desde 2017, quando se estreou na categoria rainha com a Suzuki, onde permaneceu até à saída da fabricante japonesa do campeonato no final de 2022. Com a Suzuki conquistou quatro das suas seis vitórias na categoria. Em 2023 mudou-se para a LCR Honda, tendo como ponto alto a vitória em Austin (COTA), antes de uma grave fratura na perna sofrida em Mugello comprometer a sua temporada. Apesar disso, assinou pela equipa oficial da Yamaha para 2024.
Contudo, os três anos ao serviço da marca de Iwata não lhe permitiram repetir os resultados alcançados com Suzuki e Honda, tendo como melhor resultado um sétimo lugar no Grande Prémio da Austrália do ano passado.
Agora, com os lugares no MotoGP praticamente preenchidos e várias equipas do WorldSBK a definirem os seus alinhamentos para 2027, Rins parece estar a apontar ao campeonato de motos derivadas de série.
“Sinceramente, não tenho nada garantido neste paddock para o próximo ano. Estamos a tentar encontrar alguma coisa no WorldSBK, mas neste momento não tenho nada. Por isso, vou tentar desfrutar destas últimas corridas. Quero terminar esta etapa com boas sensações e bons resultados para a minha carreira no paddock do MotoGP. Honestamente, estes últimos anos não têm sido muito bons em termos de resultados, mas vou tentar acabar da melhor forma possível.”
Questionado sobre o tipo de projeto que procura no Mundial de Superbike e se um contrato de vários anos seria importante, Rins explicou que o principal objetivo é encontrar uma moto competitiva.
“Não estamos à procura de nada em particular, apenas de uma boa moto. Como já disse anteriormente, temos sofrido bastante nestes últimos três anos e falta-nos sempre um pouco para lutar na frente, terminar no pódio e disputar posições importantes.”
O espanhol também reconheceu que a concorrência por um lugar no WorldSBK será forte, uma vez que existem vários pilotos do MotoGP sem futuro definido para a próxima temporada.
“Parece que há cerca de quatro pilotos que podem ficar sem lugar no MotoGP no próximo ano. Tenho a certeza de que estão a movimentar-se da mesma forma que eu, juntamente com os seus representantes. Quando te sentes competitivo, não queres dar um passo atrás nem terminar a carreira.”
Rins referiu ainda a possibilidade de surgir uma vaga na Ducati Aruba.it Racing caso Nicolò Bulega avance para o MotoGP:
“Se o Bulega vier para o MotoGP, esse lugar na Ducati será certamente muito apetecível. Mas vamos ver o que acontece.”
Aos 29 anos, o espanhol continua determinado em manter-se ao mais alto nível da competição, e o WorldSBK surge cada vez mais como o destino provável para prolongar a sua carreira no motociclismo de velocidade.
















