A novela do MotoGP pode ter acabado de ganhar um capítulo dramático. Segundo Jack Appleyard, um rumor circula de forma insistente nos bastidores: Fabio Quartararo não só já virou a página da sua passagem pela Yamaha… como o seu futuro estará decidido há meses. A onda de choque já se faz sentir no paddock e está a abalar a aparente relação de lealdade que ainda ligava o prodígio francês à marca de Iwata.
De acordo com as revelações explosivas de Jack Appleyard, um dos jornalistas mais respeitados do MotoGP, o destino está traçado: Fabio Quartararo vai deixar a Yamaha para ceder ao apelo da Honda. Uma mudança que soa como uma admissão de fracasso para o fabricante japonês, incapaz de manter o homem que o levou novamente ao topo em 2021.
Tudo terá começado no final de janeiro, quando surgiram rumores sobre uma transferência do campeão mundial de 2021 para a Honda em 2027. O próprio piloto negou, minimizou a situação e tentou afastar os rumores. No entanto, nos bastidores, várias fontes do paddock contam uma história muito diferente: o acordo já estaria fechado.
E Jack Appleyard lançou uma frase na Motorsport Republica que caiu como uma bomba: “Fabio Quartararo está sob contrato com a Honda desde o final do ano passado”.
Se esta afirmação se confirmar, significa uma coisa simples: a relação entre Quartararo e a Yamaha já estava terminada antes mesmo do início da temporada de 2026.
O ponto de rutura terá sido técnico. A Yamaha tentou uma mudança estratégica ao desenvolver um motor V4, abandonando temporariamente o ADN da marca baseado no tradicional quatro cilindros em linha — precisamente para tentar manter a sua estrela. Mas os danos já estavam feitos.
Quartararo testou o protótipo V4 em Misano e depois no Circuit Ricardo Tormo, após uma primeira sessão em setembro. O veredicto? Houve melhorias, mas não suficientes para convencer. Porque, apesar da evolução, a conclusão continua dura: falta crónica de potência, uma moto atrasada face à concorrência e, acima de tudo, uma espiral negativa que já dura há quase quatro anos.
A história entre Quartararo e a Yamaha parecia perfeita. Chegou à Petronas Yamaha SRT, foi promovido à equipa oficial e conquistou imediatamente o título mundial em 2021. Depois disso… tudo mudou.
As vitórias desapareceram, a frustração instalou-se e o francês foi descendo lentamente na classificação — de candidato ao título para piloto perdido no meio do pelotão com uma M1 considerada ultrapassada.
A sua decisão de renovar contrato em 2024, num acordo altamente lucrativo, começa agora a parecer um erro: tempo precioso desperdiçado nos anos mais importantes da sua carreira.
Se a transferência se confirmar, a Honda estará a preparar um projeto ambicioso em torno de Quartararo. E já circula um nome para acompanhá-lo: David Alonso, jovem estrela apontada como uma das grandes apostas do futuro.
No entanto, ainda nada é oficial. O fabricante japonês quer primeiro clarificar toda a sua estrutura — especialmente nas negociações com a Tech3 — antes de fechar definitivamente a sua formação.
Do lado da Yamaha, a era pós-Quartararo já começa a ser desenhada. A ideia será avançar com uma dupla totalmente nova: Ai Ogura e Jorge Martín. Já Alex Rins parece ter recebido a mensagem de que não continuará.
Fabio Quartararo sempre foi visto como um homem de palavra. Mas, segundo estas informações, a palavra já teria sido dada à Honda, e não à Yamaha. O campeão francês poderá ter traído a confiança da sua atual equipa, mas no MotoGP os sentimentos raramente contam. Quartararo terá escolhido ambição, um novo desafio e, provavelmente, um projeto mais competitivo.
Enquanto a Yamaha tenta reconstruir-se, a Honda olha para 2027 com entusiasmo renovado. E esta novela de mercado promete ainda muitos capítulos antes do desfecho final.
















