Fabio Quartararo afirmou que os resultados dentro do top 8 serão a sua principal fonte de motivação até ao final da temporada de MotoGP 2026, numa fase em que já olha para a mudança para a Honda em 2027.
O francês deverá juntar-se à Honda após oito temporadas com a Yamaha, embora a confirmação oficial por parte da HRC ainda não tenha sido anunciada.
A frustração de Quartararo com a falta de competitividade da Yamaha tem sido evidente ao longo de 2026, chegando mesmo a admitir, em alguns momentos da época, que não estava a pilotar no limite para evitar lesões.
O Grande Prémio da Alemanha trouxe sinais mais positivos para o campeão do mundo de 2021, que arrancou da sexta posição e terminou a corrida principal no sétimo lugar.
Apesar de considerar que esse resultado “não muda nada” para si, Quartararo reconheceu que é preferível terminar em sétimo do que em 15.º e pretende usar esse tipo de desempenho como incentivo para o resto da temporada.
“Não, não muda nada para mim, mas prefiro terminar em sétimo do que em 15.º, por isso essa será a minha forma de me manter motivado até ao fim”, afirmou.
O francês explicou ainda que esta mentalidade é importante porque sabe que a sua futura aventura na Honda também não será isenta de dificuldades.
“Sei que, neste momento, isso não vai realmente mudar nada para mim, mas quero estar preparado para o próximo ano, porque mudar não significa que tudo vá ser perfeito. De certeza que vou ter algumas dificuldades no meu próximo capítulo, por isso quero levar-me ao limite, aprender e descobrir tudo aquilo que posso melhorar como piloto; ainda temos muitas coisas para aprender.”
Questionado sobre a possibilidade de transportar os aspetos positivos do fim de semana na Alemanha para o GP da Grã-Bretanha, após a pausa de verão, Quartararo mostrou-se cauteloso.
Recorde-se que, em Silverstone, no ano passado, o piloto da Yamaha conquistou a pole position e esteve perto da vitória, antes de um problema com o dispositivo de altura da moto arruinar a sua corrida.
“A questão é que não posso levar nada, porque esta é a mesma moto com que corri em Barcelona e em Le Mans. Por isso, não penso que exista algo específico para levar para Silverstone. Mas é interessante ver que os meus melhores resultados deste ano foram alcançados com esta moto e com esta afinação. Penso que não precisamos de procurar muito mais coisas. Temos de perceber o que podemos ajustar, em vez de continuar a mudar demasiados elementos.”
















