Justin Marks, proprietário da Trackhouse, reconhece que vencer no MotoGP com um piloto norte-americano continua a ser o “Santo Graal” da equipa sediada nos Estados Unidos.
No entanto, também admite que isso dificilmente acontecerá num futuro próximo, chegando mesmo a afirmar que “o próximo campeão norte-americano de MotoGP provavelmente tem agora três anos”.
Desde Kenny Roberts, em 1978, os pilotos norte-americanos conquistaram o título da categoria principal por 13 vezes em apenas 16 temporadas.
Mais tarde, Kenny Roberts Jr. sagrou-se campeão em 2000, antes de Nicky Hayden conquistar, em 2006, o mais recente título mundial de MotoGP para os Estados Unidos.
Atualmente, porém, não existe qualquer piloto norte-americano na grelha do MotoGP e apenas um, Joe Roberts, de 29 anos, compete em qualquer uma das categorias do Campeonato do Mundo.
Entretanto, a Trackhouse está a viver a sua melhor temporada no MotoGP, somando vários pódios e uma vitória em Grande Prémio para cada um dos seus pilotos, Ai Ogura e Raúl Fernández, ambos ainda envolvidos na luta pelo título.
“No que diz respeito aos pilotos norte-americanos, cresci como um grande fã do Nicky Hayden. E o nosso Santo Graal é vencer no MotoGP com um piloto americano na moto”, afirmou Marks após a vitória da equipa em Silverstone com Raúl Fernández.
“Mas a verdade é que, neste momento, não existe nos Estados Unidos a estrutura necessária para produzir esse talento.”
Ainda assim, o dirigente garante que a equipa quer fazer parte da solução.
“Adoraríamos contribuir para descobrir e desenvolver esse talento.”
“Provavelmente, esse é o projeto mais a longo prazo que temos pela frente. Porque o próximo campeão norte-americano de MotoGP deve ter agora cerca de três anos.”
Um objetivo mais imediato para a Trackhouse passa por aumentar o interesse do público norte-americano pelo MotoGP.
“Queremos, sem dúvida, representar este desporto nos Estados Unidos”, afirmou Marks.
“O que eu não sabia quando entrámos no MotoGP era que o acordo com a Liberty Media estava a acontecer nos bastidores.”
“Quando soubemos da Liberty, decidimos abrandar um pouco porque qualquer estratégia que a Liberty tenha para desenvolver o MotoGP na América do Norte tem de estar alinhada com a nossa.”
Segundo Marks, esse plano começa agora a ganhar forma.
“Estamos a começar a perceber melhor como a Liberty quer promover este desporto nos Estados Unidos.”
“Tenho falado com as pessoas da Liberty e dito que precisamos de ser parceiros da sua estratégia para a América do Norte. Há muitas conversas em curso e muitos projetos a serem desenvolvidos.”
O responsável da Trackhouse destacou ainda o enorme potencial de crescimento do MotoGP no mercado norte-americano.
“Há entre 350 e 400 milhões de pessoas nos Estados Unidos e praticamente nenhuma conhece o MotoGP.”
“E nós temos uma plataforma que nos permite educar essas pessoas e levar-lhes toda a emoção deste desporto.”
















