Alessio Salucci, mais conhecido como ‘Uccio’, concedeu uma entrevista ao meio desportivo ‘Motosprint’, na qual fez um balanço da temporada da sua equipa, a VR46. O italiano falou também sobre o futuro da estrutura, a nova abordagem da Liberty Media com a Dorna e comparou, ainda que brevemente, as diferentes marcas presentes no Mundial.
As primeiras palavras de Uccio foram dedicadas ao balanço da temporada: «Infelizmente, esta grande dificuldade do Franco [Morbidelli] não me permite desfrutar ao máximo da fantástica temporada do Fabio Di Giannantonio. Na minha carreira como diretor de equipa, que começou no Moto3, passou pelo Moto2 e depois chegou ao MotoGP, poucas vezes encontrei situações em que todos os pilotos fossem rápidos. Talvez com o Marini e o Pecco no Moto2. Mas encontrei sempre um que era rápido e outro que era um pouco mais lento, que sofria um pouco com a realidade do desporto e do motociclismo.»
E prosseguiu: «Estou contente porque, depois de metade da temporada, estamos a 41 pontos do primeiro, a 10 pontos do segundo, com o Fabio, e isso é uma enorme satisfação. Com o Franco, vamos esperar melhorar, e hoje já está um pouco melhor. Esperamos terminar e fazer uma boa segunda metade da temporada, porque às vezes os problemas parecem grandes, mas quando os encontramos percebemos que são pequenos. Estamos a tentar fazê-lo reencontrar as sensações com a sua moto e talvez consigamos.»
Falando sobre a temporada de 2026, Uccio fez uma pequena comparação entre os fabricantes: «No MotoGP, sobretudo numa temporada como esta, há muitos pilotos realmente muito rápidos. Não apenas na Ducati, mas também na Aprilia e na KTM. A Honda também está a aproximar-se, e isso é certamente bom para o espetáculo. É realmente bonito viver um campeonato tão emocionante, com tantos detalhes. Mas, pessoalmente, teria gostado de conseguir algumas vitórias mais, embora o trabalho da VR46 Racing Team seja uma honra.»
Pensando já no futuro da VR46, o diretor da equipa deixou uma mensagem de entusiasmo: «Esperam-nos mais dois anos com muito entusiasmo, com o projeto e com os próximos anos. E isso deixa-me muito feliz. Sinto isso na box, todos os elementos da equipa estão ansiosos por tudo o que é novo.»
Continua, no entanto, a existir uma vaga na box para 2027. Questionado sobre se Nicolò Bulega será o escolhido, Uccio não deu uma resposta clara, mas deixou muitos elogios ao piloto italiano: «Perdi um pouco o contacto com o Nicolò depois de ele ter deixado a equipa em 2019, mas acompanhei-o sempre, ouvi falar dele e vi-o, apesar de ter deixado a Academia. A minha relação com ele e com o Romano é muito boa e importante. O Nicolò tem um talento incrível, já o demonstrou. No Moto2 era um pouco imaturo, mas tinha um nível incrível e amadureceu depois. No Moto3 teve pressão, mas trabalhou bem desde o início.»
Sobre a entrada da Liberty Media no Mundial de motociclismo, o italiano mostrou-se positivo: «Gosto da aposta que a Liberty Media está a fazer com a Dorna, porque falo muito com eles, falo muito com a Liberty e com a família do Carmelo. É uma abordagem realmente positiva. Nos últimos anos, o MotoGP estava um pouco velho, por isso aconteceu esta mudança que a família do Carmelo fez juntamente com a Liberty. Na minha opinião, estão a avançar de uma forma muito inteligente. Agora vejo cada vez mais pessoas nos circuitos e interessadas pelo desporto.»
Para terminar, Uccio deixou ainda uma breve previsão sobre o que espera das próximas temporadas: «O próximo ano, 2027-28, será um campeonato fantástico, porque também o novo lado desportivo fará a diferença. Embora este ano sejamos quintos no campeonato, estou contente. Estou contente com esta mudança que está a acontecer pouco a pouco.»
















