O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, garantiu que as duas últimas corridas da temporada de Fórmula 1 de 2026, no Qatar e em Abu Dhabi, «vão realizar-se».
Para já, a Fórmula 1 mantém os planos para terminar a temporada com duas provas consecutivas no Qatar e em Abu Dhabi, apesar do conflito em curso no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irão.
A instabilidade na região é agravada, embora de forma independente do conflito referido, por uma vaga de ataques com mísseis contra a Arábia Saudita, levados a cabo pelos rebeldes Houthi do Iémen.
Na terça-feira, o Reino Unido anunciou que vai mobilizar caças Typhoon da Força Aérea Real britânica (RAF) para defender a Arábia Saudita, em resposta à escalada dos ataques com mísseis e drones.
O arranque do Grande Prémio do Qatar de 2025.
Apesar da situação no Médio Oriente, existe a expectativa no paddock da Fórmula 1 de que as corridas se realizem conforme previsto, salvo indicação em contrário.
Ben Sulayem falou na terça-feira com vários órgãos de comunicação social, incluindo o The Race, e garantiu que a FIA tem «bom senso» nesta matéria, sublinhando que a organização nunca colocará os seus funcionários, pilotos ou outros responsáveis numa situação que considere perigosa.
Questionado especificamente sobre se considerava que o Qatar e Abu Dhabi tinham condições para receber a Fórmula 1 no atual contexto, o presidente da FIA respondeu: «Sim, está tudo bem.»
«Há uma coisa que gostaria de dizer: tenho os meus filhos lá [nos Emirados Árabes Unidos]. Acham que os deixaria lá e estaria aqui convosco se fosse perigoso? É preciso ter bom senso nesta questão. Perguntar se podemos vir a ter algum problema é uma coisa.
«Mas aquilo que leem nos meios de comunicação social é, na realidade, diferente do que vivemos lá. Aquilo que lemos e vemos na televisão faz-nos perguntar: “Onde é que isso está a acontecer?” Nós não temos essa realidade, pelo menos não dessa forma. Caso contrário, porque continuaria eu lá? Porque deixaria a minha família lá?»
Abu Dhabi está atualmente previsto para receber a última corrida da temporada de Fórmula 1, a 6 de dezembro.
«Isto significa que não vai acontecer nada? Não posso prever o futuro. Só vos posso dizer que, hoje, não existe qualquer problema e que as duas corridas vão realizar-se», acrescentou Ben Sulayem.
O presidente da FIA foi depois questionado sobre se estava confortável com a deslocação dos funcionários da organização ao Qatar e a Abu Dhabi, ao que respondeu afirmativamente.
«Sim, claro que estou.»
«Ouçam, não considero que os funcionários da FIA sejam mais importantes para mim do que eu próprio ou a minha família. Mas, se estou lá, isso significa que me sinto seguro», explicou.
Questionado sobre se Imola continua de prevenção, como alternativa caso a situação se altere e a Fórmula 1 precise de encontrar outro circuito para receber a última prova da temporada, Ben Sulayem respondeu: «Claro. A FIA está sempre preparada.»
Entretanto, as equipas de MotoGP foram informadas de que o Grande Prémio do Qatar deverá realizar-se a 8 de novembro, conforme previsto, depois de o promotor ter recebido garantias das autoridades locais.














