A temporada de 2027 do MotoGP trará muitas mudanças em relação a 2026, e a presença de Pedro Acosta vestido de vermelho na equipa oficial da Ducati será uma das mais significativas. Para o próprio piloto espanhol, essa mudança era também uma necessidade.
Acosta está agora a meio da sua terceira temporada no MotoGP e foi o principal piloto da KTM durante grande parte desse período. Terminou a sua época de estreia, em 2024, apenas uma posição atrás de Brad Binder e, desde meados de 2025, tornou-se claramente a referência da marca austríaca. Nessa altura, o espanhol mudou a sua abordagem: em vez de se deixar consumir pela frustração de não ter uma moto capaz de lutar pelo título, passou a concentrar-se em tirar o máximo partido do que tinha à disposição. Essa mudança ajudou-o a evitar as quedas que marcaram a primeira metade de 2025, quando percebeu que a RC16 não lhe permitiria lutar pelo campeonato.
Apesar da evolução, a KTM continua sem lhe oferecer uma moto capaz de o levar ao título mundial em 2026. No entanto, Acosta conseguiu assegurar cedo o contrato com a Ducati, o que lhe permitiu encarar a atual temporada sabendo que o cenário deverá mudar significativamente no próximo ano.
Naturalmente, nada está garantido devido à revolução regulamentar prevista para 2027. Ainda assim, a Ducati tem sido a referência do MotoGP durante grande parte dos últimos cinco anos, pelo que Acosta acredita que finalmente terá uma moto capaz de o levar ao topo da modalidade.
Foi precisamente por isso que sentiu que não tinha alternativa senão deixar a KTM, marca à qual está ligado desde antes da sua estreia nos Grandes Prémios, em 2021.
“As coisas acontecem assim”, afirmou Pedro Acosta na sexta-feira do Grande Prémio da Alemanha.
“Desde que assinei o contrato com a equipa oficial da KTM que disse que a única coisa que queria era uma moto para ganhar o campeonato.”
“É evidente que essa moto ainda não chegou e, sendo honesto, já não tenho mais tempo para perder.”
“Ganhei muita experiência na KTM, mas também sentia que precisava deste desafio para a minha carreira.”
Apesar da sua saída, Acosta acredita que a KTM poderá continuar competitiva em 2027 graças à nova dupla de pilotos anunciada pela marca austríaca: Alex Márquez e Fabio Di Giannantonio.
“Eles contrataram este campeão do mundo, o Alex Márquez, e um piloto que neste momento é o número dois da Ducati, o Di Giannantonio”, destacou.
“Têm boas cartas para jogar no próximo ano.”
Assim, enquanto Acosta se prepara para iniciar uma nova etapa na Ducati e perseguir o sonho de conquistar o título mundial de MotoGP, acredita que a KTM continuará a ter argumentos para se manter entre os protagonistas da categoria.
















