As férias de verão estão quase a terminar para o paddock do MotoGP, com o regresso à ação cada vez mais próximo à medida que se aproxima o Grande Prémio de Silverstone e a segunda metade da temporada.
À entrada para a 12.ª de 22 rondas, o que podemos esperar do resto do campeonato? A resposta curta é: muito. Vamos olhar para alguns dos temas que prometem marcar as próximas semanas, numa fase decisiva que contará com 11 fins de semana de competição até ao final de novembro.
O tema mais óbio e também o mais importante. Apenas 24 pontos separam cinco pilotos, um novo recorde da era moderna após 11 Grandes Prémios disputados. Além disso, há outros pilotos que também querem entrar na luta. A temporada de 2026 tem sido uma verdadeira montanha-russa e aproxima-se agora da fase em que cada ponto pode fazer a diferença na corrida ao título mundial.
Os candidatos são muitos: os dois pilotos oficiais da Aprilia, Jorge Martín e Marco Bezzecchi, a estrela em ascensão japonesa Ai Ogura (SuperFile Trackhouse MotoGP Team), o possível outsider Fabio Di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46 Racing Team) e o sete vezes campeão de MotoGP Marc Márquez (Ducati Lenovo Team), que atravessa um excelente momento de forma.
Mas a luta não se fica por aqui. Raúl Fernández, Pedro Acosta, Francesco Bagnaia e Alex Márquez também terão uma palavra a dizer sobre o destino do troféu mais desejado da modalidade.
A primeira metade da época já ofereceu uma estreia memorável, com Ai Ogura a conquistar a sua primeira vitória no MotoGP em Assen. Agora, o nome que mais se destaca na lista dos candidatos a um triunfo inédito é Pedro Acosta.
O espanhol continua à procura da sua primeira vitória na categoria rainha com a KTM e tentará alcançá-la antes de se mudar para a Ducati em 2027.
Por outro lado, Francesco Bagnaia procura regressar aos triunfos. O bicampeão do mundo não vence uma corrida de domingo desde o GP do Japão de 2025 e gostaria de terminar a sua passagem pela Ducati oficial com mais vitórias no currículo.
Outro candidato forte a subir ao lugar mais alto do pódio é Raúl Fernández. Depois de um segundo e um terceiro lugar antes da pausa de verão, o piloto da Trackhouse chega a Silverstone com ambições renovadas.
A fase final da temporada costuma reservar surpresas, especialmente nas viagens ao Japão, Indonésia, Austrália e Malásia. As condições meteorológicas, as temperaturas e a pressão de lutar pelo campeonato fora da Europa podem ser fatores decisivos.
Este ano, o Grande Prémio da Austrália terá ainda um significado especial. Com a mudança futura do GP australiano para Adelaide, a visita de 2026 será uma despedida de Phillip Island, um dos circuitos mais emblemáticos da história do MotoGP.
E todos sabem o que Phillip Island costuma oferecer: corridas espetaculares e condições meteorológicas imprevisíveis.
Valência é sempre um palco especial, independentemente de haver títulos em jogo. No entanto, este ano terá um significado ainda maior.
A ronda espanhola marcará o fim da era das motos de 1000cc, antes da entrada em vigor dos novos regulamentos de 850cc em 2027.
Além disso, será a primeira oportunidade para ver em pista muitas das mudanças de pilotos que prometem agitar o campeonato, durante o tradicional teste pós-temporada realizado no Circuit Ricardo Tormo.
Mas isso ainda está a alguns meses de distância. Para já, todas as atenções estão viradas para Silverstone. O MotoGP prepara-se para regressar à ação num dos circuitos mais icónicos do calendário, dando início a uma segunda metade de temporada que promete ser inesquecível.
















