MotoGP, Miguel Oliveira (8.º): “Um pouco aquém do que esperava a nível de ritmo”

Por a 30 Setembro 2022 13:19

Miguel Oliveira ficou satisfeito por terminar o primeiro dia na Tailândia entre os dez primeiros, mas confessa que esperava mais a nível de ritmo. O português revelou que sentiu algumas dificuldades ao nível dos pneus e da aderência, dizendo que é preciso trabalhar para encontrar mais tempo.

“A sessão da tarde foi mais complicada, o vento levantou-se um pouco mais, na secção mais rápida, era mais difícil fazer uma trajetória mais rápida, mas conseguimos um bom tempo. Contente com o top-10 nos combinados, mas um pouco aquém do que eu esperava a nível de ritmo, algum trabalho ainda por fazer, algumas coisas na mota que podem melhorar para me fazer sentir um pouco mais confortável e competitivo a nível do ritmo de corrida. Esta tarde, entraremos mais em detalhe nisso, e amanhã traçaremos um plano para melhorar mais”, disse, em declarações à Sport TV.

“Estive a experimentar algumas coisas no setting do travão motor da embraiagem que acabaram por não funcionar, mas não havia tempo para melhorar durante a sessão. Tive de fazer a sessão com algo que não gostava e que não funcionava. A sair da última curva, acho que perdemos um bocadinho de aceleração, a nossa mota não é a mais rápida. Nos outros setores, em alta velocidade, conseguimos recuperar algum tempo e travar tarde. Analisar um pouco isso e traçar um plano para amanhã pormos em prática. O tempo será sempre algo que temos de ter em atenção e jogar nos timings certos com os pneus novos”, referiu.

“Quisemos experimentar o macio traseiro para tentar entender qual era o potencial volta a volta. Normalmente com os pneus da Michelin, em certos compostos e em certas pistas, é difícil reiniciar o pneu quando ele já está usado. Conseguimos trazê-lo até um nível de performance mais ou menos, ainda assim muito aquém daquilo que os rivais estavam a rodar. Decidi pôr o médio traseiro e verificar qual era o potencial. Foi aí que notámos que havia algum potencial por explorar, e não me senti de todo confortável com nenhum dos pneus. Na volta rápida, pus tudo junto e consegui andar rápido”, declarou.

“Senti muitos pontos onde a mota desliza, sobretudo quando a mota já está a direito, continua a deslizar bastante. Não estamos a 100%, mas acredito que, com o trabalho que vamos fazer, vamos estar mais confortáveis e competitivos. Três décimas parece pouco, mas neste circuito está a ser muito, já me colocam em oitavo e temos de encontrar mais tempo”, concluiu.

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