Marco Bezzecchi terminou o Grande Prémio da Grã-Bretanha com dois terceiros lugares que o ajudarão a afastar as más sensações dos últimos meses. O piloto da Aprilia atravessou um período muito difícil desde a vitória no GP de Itália, acumulando quatro abandonos consecutivos aos domingos. A essa falta de resultados juntaram-se ainda várias lesões, que o impediram de competir a 100%.
Depois de passar por várias intervenções cirúrgicas durante a pausa de verão, Bezzecchi chegou a Silverstone ainda com algumas limitações físicas. Ainda assim, conseguiu terminar em terceiro tanto na Sprint Race como na corrida principal de domingo.
Apesar do resultado, o desgaste era evidente.
“Estou feliz. Estou exausto, já não consigo mais, mas valeu a pena. Ontem foi emocionante, hoje ainda mais. Queria muito este pódio, não podia desistir. Estava disposto a tudo, por todo o trabalho que a equipa fez e pelo esforço enorme que tive durante este verão. É fantástico, diverti-me imenso. Sinceramente, teria assinado por dois sextos ou até dois sétimos lugares. Tudo o que veio daí para cima é um bónus.”
Este Grande Prémio marcou também o início da segunda metade da temporada.
“Foi sem dúvida um excelente recomeço, apesar das muitas dificuldades. A equipa teve um papel fundamental, tal como todas as pessoas que estiveram ao meu lado. A fábrica fez um trabalho incrível, não apenas este fim de semana. Também quando estava em casa foram fantásticos. Desde Massimo Rivola até Michele Colaninno, que me telefonou muitas vezes, nem que fosse apenas para me arrancar um sorriso. Depois há também Fabiano Sterlacchini e toda a minha equipa.”
Bezzecchi reconheceu que gerir a dor durante o fim de semana não foi fácil.
“Sinceramente, nem sei como consegui. O ombro dói, mas o principal problema são os músculos à volta da lesão. No joelho sinto mais dor porque tinha uma ferida grande, mas em termos de perda de força é a parte superior do corpo que está pior.”
As últimas semanas foram particularmente difíceis, tanto física como mentalmente.
“Fisicamente é evidente, sobretudo depois de duas operações em apenas sete dias. Psicologicamente também não foi fácil, porque quando te lesionas na última corrida antes da pausa de verão passam-te muitas coisas pela cabeça e essas dúvidas ficam lá. Tive imensas dúvidas. Não foi nada simples. A minha família e os meus amigos estiveram sempre ao meu lado, mas sobretudo o Carlo Casabianca [preparador físico da VR46 Academy]. Passei 22 horas por dia com ele. Foi uma enorme ajuda e, olhando para trás, até teve o seu lado bonito.”
A próxima ronda será em Aragão, um circuito historicamente favorável a Marc Márquez.
“É uma pista onde o Marc é extremamente rápido e sempre dominou. Sabemos que ele vai chegar em modo ataque, como costuma dizer. No ano passado, tirando o erro na qualificação, tinha um ritmo muito forte. Não consigo prever o futuro. O meu objetivo é chegar a Aragão em boas condições físicas.”
















