Mais um fim de semana concluído e, para Davide Tardozzi, Marc Márquez e toda a equipa Ducati Lenovo, foi um fim de semana de grande importância. O piloto espanhol com o número 93 lidera agora o Campeonato do Mundo com dez pontos de vantagem, depois de o seu rival mais próximo, Jorge Martín (Aprilia Racing), ter ficado sem pontuar na sequência de uma queda na Sprint de sábado. O cancelamento do Grande Prémio da Austrália de domingo poderá ter-lhes retirado a oportunidade de aumentar essa vantagem, mas quais são as expectativas de Tardozzi para a próxima ronda, na Malásia?
A chegada a Phillip Island aconteceu numa altura em que a diferença entre os dois primeiros classificados era de apenas dois pontos, tornando a passagem pela Austrália particularmente importante. Marc Márquez e Jorge Martín protagonizaram um duelo direto durante as primeiras voltas da Sprint de sábado, mas tudo mudou na oitava volta. Martín caiu na curva 8, sofrendo uma fratura sem desvio do rádio distal.
O piloto da Aprilia protagonizou uma luta intensa na Austrália, antes de cair e ficar fora da disputa pela vitória na Sprint, cedendo a liderança do campeonato.
Martín ficou afastado do resto do fim de semana e, no domingo, surgiu uma nova reviravolta, com o cancelamento do Grande Prémio devido à visibilidade reduzida, que impediu o helicóptero médico de voar. A diferença ficou nos dez pontos, mantendo tudo em aberto antes da ronda da Malásia, embora a participação de Martín continue por confirmar.
Ao analisar o fim de semana, Tardozzi afirmou:
«Para a Ducati, é óbvio que perdemos uma oportunidade, mas, no final, a primeira coisa em que pensamos é sempre na segurança dos pilotos. Na Ducati, isso está acima de tudo: do desporto, dos negócios e de qualquer outra coisa.
O Martín cometeu um erro, mas estava muito, muito competitivo. Não sei se o Marc teria sido capaz de o vencer no final da corrida. Penso que teríamos assistido a uma luta direta até ao fim, mas, infelizmente, ele cometeu um erro.»
Extraordinário. Esta é uma das muitas palavras utilizadas atualmente para descrever a temporada de 2026 de Marc Márquez. De uma desvantagem de 102 pontos para uma vantagem de dez, o espanhol tem protagonizado uma época marcada pela consistência, por desempenhos impressionantes e, acima de tudo, pela maturidade. Seis vitórias em Grandes Prémios e quatro pole positions são apenas alguns dos números do piloto espanhol nesta temporada, reforçando a sua mudança de mentalidade. Mas será que já vimos o melhor de Marc Márquez? Davide Tardozzi não acredita que sim!
Tardozzi acrescentou:
«Penso que ainda veremos as melhores corridas do Marc no futuro. Ele surpreende-nos sempre. Mas, no final, aquilo que vi ontem [na Sprint do Grande Prémio da Austrália] foi um Marc que estava a gerir a situação, que estava a pensar.
Acredito que ele vai atacar. Sinceramente, penso que, nas próximas quatro corridas, haverá três que favorecem mais a Aprilia e uma em que poderemos ser mais rápidos do que eles. Mas, no final, temos Marc Márquez. E isso deixa-nos mais tranquilos.»
Qual é o principal rival da Ducati? A Aprilia, naturalmente. Mas qual dos seus pilotos? Davide Tardozzi ainda não tem uma resposta definitiva e aponta para o Grande Prémio da Malásia e para a confirmação da participação de Martín como fatores decisivos para esclarecer essa questão.
O responsável da Ducati também não exclui Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) da luta pelo título, com o italiano a encontrar-se a apenas 50 pontos da liderança. Poderá surgir mais um verdadeiro candidato ao campeonato?
Tardozzi afirmou:
«Depende da situação do Jorge, porque tenho um enorme respeito pelo Marco. E, mais uma vez, penso que 50 pontos não são nada. Acredito que o Marco tem potencial para vencer todas as corridas até ao final da temporada.
No caso do Jorge, é óbvio que a sua lesão fará a diferença, pela positiva ou pela negativa. Se conseguir ser muito competitivo, isso não significa necessariamente que vá vencer, porque não acredito que seja capaz de ganhar em Sepang. Sem dúvida que Sepang e o Qatar nos vão dar indicações sobre o seu nível de competitividade.»
















