Marc Márquez admitiu que teve uma “conversa informal” com a Honda sobre um eventual regresso à marca japonesa na temporada de MotoGP de 2027.
O sete vezes campeão do mundo anunciou finalmente, na semana passada, a renovação do seu contrato com a Ducati por mais dois anos, após meses de atrasos provocados pelo impasse entre os fabricantes e o MotoGP relativamente ao novo acordo comercial.
Segundo várias informações, o contrato entre Marc Márquez e a Ducati terá sido assinado ainda antes do início dos testes de pré-temporada, embora existissem divergências entre as duas partes quanto à duração do vínculo.
Márquez juntou-se à Ducati em 2024 através da equipa Gresini Racing, antes de subir à equipa oficial na temporada seguinte, ano em que conquistou mais um título mundial.
Numa entrevista à DAZN Espanha, o piloto revelou que chegou a conversar com a Honda sobre um possível regresso em 2027, mas deixou claro à HRC que a sua prioridade era renovar com a Ducati.
“Houve uma conversa informal, mas eu sabia perfeitamente que queria ouvir primeiro a Ducati”, afirmou à DAZN.
“Se eu estava satisfeito, não fazia sentido entrar nesse jogo de ir para aqui ou para ali. Com a Ducati, sentámo-nos à mesa e chegámos rapidamente a um entendimento.”
Márquez estreou-se no MotoGP com a Honda em 2013 e conquistou seis dos seus sete títulos mundiais ao serviço da marca japonesa.
A Honda apoiou o espanhol durante o difícil período de lesões iniciado em 2020, cumprindo integralmente o contrato que ambas as partes tinham assinado por quatro temporadas.
Contudo, à medida que a condição física de Márquez melhorava, a competitividade da moto da Honda diminuía, levando o piloto a tomar a difícil decisão de abandonar a equipa no final de 2023, apesar de ainda lhe restar um ano de contrato.
Para recuperar o seu melhor nível, Márquez aceitou juntar-se à Gresini Racing, abdicando de salário para pilotar uma Ducati do ano anterior.
Sobre a possibilidade de regressar à Honda, o espanhol confessou:
“Voltar à Honda teria sido algo muito romântico e, obviamente, era algo que eu desejava muito.
“Mas já assumo riscos suficientes em pista.
“Há momentos em que é preciso tomar decisões com a cabeça e não com o coração, tal como aconteceu na última grande decisão que tomei [quando saí da Honda].
“E acabou por correr muito bem para mim.”
















