O diretor da KTM Motorsport, Pit Beirer, admite que perder Pedro Acosta para a Ducati em 2027 foi difícil de aceitar, mas garante que “a vida continua” e que “quando uma porta se fecha, outra abre-se”.
Acosta está ligado à KTM desde que ingressou na Red Bull Rookies Cup em 2019, tendo conquistado os títulos mundiais de Moto3 e Moto2 antes de chegar ao MotoGP.
No entanto, apesar de estar atualmente consolidado como o principal piloto da fabricante austríaca na categoria rainha, Acosta ainda não venceu nenhum Grande Prémio de MotoGP e vai deixar a KTM no final da temporada para se juntar ao campeão em título Marc Márquez na equipa oficial da Ducati.
“Não é segredo para ninguém. Tivemos de aceitar que o Pedro queria deixar-nos, porque ele esteve connosco durante muito tempo”, afirmou Pit Beirer ao repórter do MotoGP, Jack Appleyard, em Sachsenring.
“Red Bull Rookies Cup, campeão do mundo de Moto3, campeão do mundo de Moto2. Uma perna partida, o regresso às pistas. Passámos por tantas coisas juntos. Mas, como sempre, a vida continua. Houve um momento em que foi bastante frustrante para nós, sinceramente, porque nunca planeámos uma substituição. Estávamos, de certa forma, a apostar todas as nossas fichas nele. Mas, quando uma porta se fecha, outra abre-se.”
Essa nova oportunidade surgiu com os pilotos da Ducati satélite Alex Márquez e Fabio Di Giannantonio, que irão substituir Pedro Acosta e Brad Binder na equipa oficial da KTM em 2027.
“Alex e Fabio são dois pilotos com capacidades incríveis para o MotoGP. Aquilo que conseguem fazer está mais do que comprovado em pista”, explicou Beirer.
“Todos conseguem ver as mesmas coisas que eu vi. São pilotos que estão a evoluir muito. Ambos deram mais um passo claro em termos de performance este ano e entrar em contacto com eles, conversar e fechar acordo foi algo revigorante. No geral, é algo que nos entusiasma muito para a próxima temporada.”
A nova dupla da KTM coincidirá com a grande mudança regulamentar do MotoGP em 2027, marcada pela introdução das novas motos de 850 cc e dos pneus Pirelli.
“Sentimos que esta era dos 850 cc representa um recomeço perfeito para a KTM”, afirmou Beirer.
“Porque, ao longo de todo este projeto, nunca tivemos realmente a oportunidade de repensar tudo e fazer alterações profundas, por exemplo, nas características da moto. Normalmente, a moto vai evoluindo e vamos acrescentando desenvolvimento. Mas agora, tudo o que aprendemos com os dois modelos de moto que tivemos nesta curta história da KTM no MotoGP está concentrado na nova 850. Mas a 850 também precisa de pilotos muito fortes. E sinto que esse pacote está agora completo. Estamos realmente ansiosos por isso.”
Acosta inicia a segunda metade da temporada de MotoGP na sétima posição do campeonato.
Já Fabio Di Giannantonio ocupa o quinto lugar pela VR46, enquanto Alex Márquez caiu para nono, depois de falhar três rondas devido a lesão.
















