Jorge Martín acredita que a recente quebra de rendimento aos comandos da Aprilia na MotoGP se deve ao facto de a configuração da moto estar atualmente “bastante distante” daquela que utilizava no início da temporada.
O campeão do mundo de 2024 parecia estar a afirmar-se como a principal referência da Aprilia nas primeiras rondas do campeonato, depois de conquistar uma vitória na Sprint nos Estados Unidos e um duplo triunfo no Grande Prémio de França.
No entanto, após dois segundos lugares consecutivos em Itália, o rendimento de Martín caiu, somando apenas um pódio nas quatro rondas disputadas desde Mugello.
No Grande Prémio da Alemanha, o espanhol terminou em quinto lugar, a 11,3 segundos da vitória, embora tenha conseguido aumentar a liderança do campeonato para 14 pontos, beneficiando da ausência do companheiro de equipa Marco Bezzecchi.
Durante todo o fim de semana em Sachsenring, Martín teve dificuldades em acompanhar o ritmo dos pilotos da Trackhouse Racing, depois de também ter sido ultrapassado por eles quando liderava o Grande Prémio dos Países Baixos.
Questionado sobre o que precisa de fazer para voltar às vitórias, Martín defendeu um regresso a uma configuração mais próxima da utilizada nas primeiras corridas do ano.
“Acho que agora estamos bastante longe da moto que utilizámos na primeira parte da temporada, em Austin, no Brasil e em Le Mans. Vejo que os outros pilotos são mais estáveis com as suas motos. Sabem o que têm e simplesmente pilotam. Do nosso lado da garagem estamos sempre a tentar adaptar a moto a cada circuito para me ajudar, mas talvez essa não seja a melhor forma de trabalhar com a Aprilia. Precisamos de compreender isso. Temos de analisar o que funcionava quando eu era rápido e o que não funciona quando estou mais lento, para começar a segunda metade da época nessa direção. Agora é trabalhar muito durante o verão, com poucos dias de descanso, e tentar ser mais forte na segunda parte da temporada.”
Martín admitiu que alguns acontecimentos recentes podem ter influenciado o seu desempenho, mas acredita que o principal problema não é a confiança.
“Acho que em Barcelona, talvez depois de tantas quedas, algo mudou, mas depois Mugello foi muito forte. A Hungria foi um fim de semana difícil e depois tive aquele problema nas costas. Talvez a partir daí tenha perdido um pouco de confiança. Mas hoje não foi uma questão de confiança. Foi uma questão de limite. Precisamos de aumentar esse limite, porque não é que eu não tenha confiança. O problema é que perco a frente da moto. Temos de trabalhar nisso, talvez também no meu estilo de pilotagem, e tentar perceber como ser mais rápido.”
Na corrida de Sachsenring, Martín conseguiu resistir ao ataque final de Francesco Bagnaia e cruzou a meta apenas 0,123 segundos à frente do italiano, garantindo o quinto lugar.
















