A temporada de Joan Mir dificilmente pode ser descrita de outra forma que não seja irregular. O piloto da Honda Castrol caiu em oito dos doze Grandes Prémios disputados esta temporada e sofreu um número semelhante de quedas nas corridas Sprint. Ainda assim, pontuou em todos os Grandes Prémios que conseguiu terminar, tendo como melhor resultado um quinto lugar em Brno.
No GP da Grã-Bretanha, Mir garantiu o acesso direto à Q2 de sábado, partindo da 12.ª posição da grelha. Apesar disso, na Sprint Race conseguiu cruzar a meta em sétimo lugar, somando três pontos. A corrida principal de domingo, porém, foi uma história bem diferente.
O piloto da Honda não conseguiu completar sequer a primeira volta, caindo na curva 7 de Silverstone juntamente com Álex Rins. As causas do incidente ainda não estão totalmente esclarecidas, mas ambos seguiam integrados no grupo perseguidor quando entraram na curva. O maiorquino caiu e acabou por envolver também o piloto da Yamaha. Felizmente, não houve consequências físicas para nenhum dos dois. O incidente foi analisado pelos comissários, mas não resultou em qualquer penalização.
O site https://www.motosan.es recolheu as declarações de Mir após a queda.
«Não sei. Ainda não vi as imagens da televisão nem a perspetiva do helicóptero, porque foi algo estranho, muito estranho. Senti um toque por trás e depois outro pela frente. E então comecei a rodar e caí. Em qualquer caso, não culpo ninguém, porque penso que foi uma situação algo caótica no início da corrida. Eu estava a tentar manter a calma, porque com este pneu é preciso ter cuidado, especialmente nas duas primeiras voltas. Mas pronto, foi azar, sinceramente», explicou o piloto.
Apesar da queda, Mir não se mostrava particularmente otimista quanto ao resultado que poderia alcançar na corrida de domingo.
«Pelo que vi, e também com este pneu, acredito que em termos de desempenho não era muito competitivo. Ontem consegui defender-me melhor na Sprint. Esta corrida provavelmente teria sido difícil», concluiu.
















