Na opinião de Cal Crutchlow, o caos que tem marcado os anúncios de pilotos no MotoGP não seria resolvido com a introdução de um sistema de mercado de transferências semelhante ao do futebol.
Crutchlow, que atualmente está a substituir Johann Zarco na LCR Honda e competiu a tempo inteiro no MotoGP entre 2011 e 2020, viveu uma carreira marcada por várias mudanças de destaque, incluindo a sua chegada à categoria rainha proveniente do Mundial de Superbikes.
Esta temporada, em particular, ficou marcada por um mercado de pilotos invulgar. Já em fevereiro circulavam informações praticamente certas de que vários pilotos tinham assinado contratos para 2027, mas apenas uma dessas mudanças foi oficialmente anunciada na altura: a contratação de Marco Bezzecchi pela Aprilia.
Todos os restantes casos ficaram em suspenso enquanto os fabricantes negociavam com o MotoGP o novo acordo que garantirá a sua permanência no campeonato até 2031.
Isso criou uma situação curiosa: os futuros de vários pilotos eram praticamente conhecidos por todos, mas ainda não tinham sido confirmados oficialmente. Depois de assinado o acordo entre os construtores e o MotoGP, surgiram três anúncios importantes em apenas três dias. Entre eles, a confirmação de Marc Marquez na Ducati ao lado de Pedro Acosta, bem como a mudança de Francesco Bagnaia para a Aprilia.
Para Crutchlow, a criação de uma “janela de transferências” não resolveria o problema. Apenas limitaria o período em que os anúncios poderiam ser feitos, uma vez que as negociações continuariam a acontecer fora dessa janela.
“O mercado de pilotos é bastante aborrecido, porque toda a gente sabe para onde os pilotos vão três ou até seis meses antes de isso ser anunciado”, afirmou o britânico.
“Por isso, ter uma janela de transferências não faria grande diferença. Os contratos seriam negociados no ano anterior, ou em dezembro, ou em janeiro. Não acho que isso mudasse nada, exceto a data do anúncio. Mas a maioria das mudanças já era conhecida há cinco meses, porque todos sabíamos para onde cada um ia, digamos assim.”
















