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MotoGP, Mick Doohan: Os cinco títulos consecutivos do trovão australiano

Ricardo Ferreira por Ricardo Ferreira
23 Dezembro, 2023
em Autosport, Destaque Homepage, Moto GP, Motosport, Newsletter, Newsletter destaque
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MotoGP, Mick Doohan: “A lesão que tive é comparável à do Márquez psicologicamente”

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A carreira desportiva de Mick Doohan foi marcada por dois terríveis acidentes: o de 1992 em Assen, que atrasou o seu avanço desportivo, e o de 1999 em Jerez, que o tirou definitivamente das pistas. Porém, num período de cinco anos o ‘trovão australiano’ foi absolutamente imbatível.

Na era de ouro do Mundial de MotoGP, quando ainda era dominado por pilotos norte-americanos, a Austrália tornou-se a grande alternativa. Do primeiro título de Kenny Roberts em 1978 ao conquistado por Kevin Schwantz em 1993, os únicos pilotos a interromper o domínio americano na categoria rainha foram os italianos Marco Lucchinelli (1981) e Franco Uncini (1982), e o australiano Wayne Gardner (1987). Mas ao contrário dos italianos, que aproveitaram a grande oportunidade sem conseguirem regressar ao grupo da frente do Campeonato do Mundo de MotoGP, Gardner veio para ficar, abrindo caminho a outros pilotos australianos.

Os “alunos” mais avançados de Gardner foram Kevin Magee, que alcançou o Campeonato Mundial justamente em 1987, e Mick Doohan, dois anos depois. No entanto, apenas Doohan encontraria o seu lugar no MotoGP e não foi fácil.

Da Gold Coast para o Mundial de 500

Michael Doohan nasceu em Brisbane, Austrália, no dia 4 de junho de 1965. Sendo o mais novo de três irmãos – todos com alguma história em motos – Mick mostra imediatamente carácter e habilidade consideráveis ​​sobre duas rodas. O pai é concessionário Honda e os filhos crescem a correr numa oval, construída a propósito para se divertirem e aprenderem os truques das pista de terra.

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Doohan, que vai ganhar tudo, absolutamente tudo com a casa da asa dourada, corre pela Yamaha na sua estreia mundial nas superbikes. Depois de algumas temporadas em troféus nacionais, com 23 anos consegue dois wild cards. Aproveita ao máximo com a moto de Iwata no Japão e na corrida em casa vence três de quatro mangas . No entanto, as vagas da Yamaha no campeonato do mundo de 1989 já estão ocupadas, e a essa altura, a Honda decide não deixar escapar o ‘Thunder from Down Under’.

Mick faz a sua corrida de estreia nas GP 500 a dois tempos pela Honda, em 1989. A estreia não é muito simples: a NSR 500 é uma fera intratável, pelo menos para Mick que é um estreante . Enquanto Eddie Lawson e Wayne Gardner voam, o jovem Doohan luta mas não demora muito para entender a categoria, consegundo o terceiro lugar no GP da Alemanha , a meio do campeonato. Depois nunca mais sobe ao pódio, mas marca mais pontos que o seu companheiro Gardner, que se lesiona. 1990 não começou muito melhor, mas ao longo da temporada Mick começou a avançar e nas duas últimas corridas do ano consegue um primeiro e um segundo lugar. Mais uma vez sua classificação é melhor que a do compatriota Gardner, que luta para defender o seu papel de líder da equipa. 1991 foi o ano da sua consagração a alto nível: Doohan (Honda), Rainey (Yamaha) e Schwantz (Suzuki) criam um campeonato fantástico, que o trovão australiano perde por apenas 9 pontos para Wayne Rainey.

Salvo da amputação da perna pelo Dr. Costa

1992 parece ser o ano certo para o piloto da Gold Coast. Rainey está em crise com o quadro Yamaha, enquanto a NSR é uma arma formidável nas mãos de Mick Doohan. O australiano vence as 4 primeiras corridas consecutivas , seguem-se dois segundos lugares e mais um sucesso. Nada parece ser capaz de detê-lo, mas na prova de Assen, Doohan sofre um terrível acidente . Hospitalizado no local, é “sequestrado” à noite pelo Dr Claudio Costa (fundador da Clinica Mobile no MotoGP) que evita a possível amputação da perna direita e cuida da sua recuperação. As imagens da fuga – à qual também se junta Kevin Schwantz, também ferido – e do engessamento das duas pernas, dão a volta ao mundo e tornam-se história. Mick luta contra o tempo, e menos de dois meses após o acidente, volta à moto para defender a sua pequena vantagem sobre Rainey. Termina em décimo segundo lugar no Brasil, é sexto na África do Sul e perde o título por apenas 4 pontos.

Renascimento e domínio

1993 é um ano difícil, mas antes do final do ano Mick consegue voltar ao sucesso. Além do clássico estilo de pilotagem “de lado”, com o tronco voltado para dentro da moto, Doohan desenvolve outra peculiaridade: trava com um controle no guiador , localizado à esquerda, que pode operar com o polegar. Na verdade, o pé direito do australiano já não consegue exercer a pressão correta no pedal e a Honda desenvolve este estranho sistema de travagem.

O ano de 1994 marca a despedida do patrocinador Rothmans das Honda NSR 500 oficiais, mas com a pintura do HRC, Doohan finalmente conquistará o seu primeiro título. Rainey já não está presente, uma vez que foi obrigado a retirar-se devido ao acidente que o deixou numa cadeira de rodas, e com Kevin Schwantz a sofrer com as muitas lesões na carreira, o australiano é um verdadeiro rolo compressor: 9 vitórias e mais 5 pódios em 14 corridas, vitória no campeonato mundial, 143 pontos à frente de Luca Cadalora. Os anos seguintes não são muito diferentes.

 Em 1996, apenas Alex Criville conseguiu irritá-lo em algumas ocasiões: como em Jerez, uma corrida que incrivelmente terminou com a invasão da pista pelo público e a queda do espanhol, ou em Eastern Creek, onde os dois lutaram e ambos foram ao chão.

Em 1997, Doohan vence 12 corridas em 15, um recorde que permaneceria invicto até 2014, quando Marc Márquez o reescreveria. Em 1998, Max Biaggi deu-lhe dificuldades, mas no final do campeonato conquistou o quinto título consecutivo na categoria rainha. Não é um recorde, mas estamos perto, porque só o Valentino Rossi vai igualá-lo e só Giacomo Agostini o venceu.

Novo acidente e retirada do pentacampeão mundial

Em 1999, mais uma vez durante uma prova, mas desta vez em Jerez de la Frontera, terceiro Grande Prémio da temporada, Mick Doohan caiu e fracturou novamente a perna, numa queda a 180 km/h. Na rápida curva 4 teme-se o pior, com o piloto até a perder a consciência por alguns momentos. Por acaso, estava na sala de imprensa de Jerez e tive a oportunidade de ver ‘in loco’ essa queda que me ficou para sempre na memória.

Com quase 34 anos  e com uma lesão sofrida onde já havia se machucado gravemente 7 anos antes, chegara a hora de Mick Doohan dizer basta, até porque a sua esposa Seline estava a espera de um filho. Esse filho, Jack Doohan, tem hoje vinte anos e é atualmente piloto reserva da Alpine F1, sempre acompanhado de perto pelo seu pai – mas num contexto mais seguro do que sobre duas rodas… No entanto, o pentacampeão Mick Doohan e a sua icónica Honda NSR 500 deixaram um legado inquestionável na história do motociclismo.

Carreira de Mick Doohan

Anos Ativos: 1989–1999

Equipa: Honda

Total de corridas: 137

Títulos mundiais de GP 500: 5 (1994, 1995, 1996, 1997, 1998)

Vitórias: 54

Pódios: 95

Pole positions: 58

1ª Corrida: GP Japão 1989

1ª Vitória: GP Hungria 1990

Última Vitória: Argentina 1998

Última Corrida: Austrália 1999

Tags: AustraliaGP 500História do MotoGPHonda NSR 500Mick DoohanPentacampeão mundial
Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Apaixonado por motos desde muito cedo, está desde há muito ligado à Comunicação Social, tendo trabalhado em diversos meios como AutoHoje, revista Motociclismo, jornal Volante, revista MotoMagazine e Autosport, entre outros.

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