Há rumores a circular pelo paddock… e depois há aqueles capazes de mudar o equilíbrio de forças no MotoGP. O que envolve a Gresini Racing claramente se enquadra na segunda categoria. Porque, por detrás das conversas discretas e das declarações diplomáticas, permanece uma pergunta ardente: estará a Gresini prestes a virar costas à Ducati? E se assim for, não se trataria de uma simples transferência. Seria um evento grande.
Não se engane: Davide Tardozzi vai à frente, quase na defensiva: “Não queremos perdê-los.” Uma frase curta, mas carregada de significado. Porque por detrás dela existe toda uma estratégia que começa a vacilar.
Durante vários anos, o domínio da Ducati assentou-se num princípio simples: multiplicar o número de motos na grelha para acelerar o desenvolvimento e consolidar o campeonato. Perder a Gresini é perder muito mais do que um parceiro. É perder terreno.
E, ainda assim, a dúvida instala-se. Oficialmente, está tudo bem. A história partilhada é valorizada, quase romantizada: “São uma equipa fantástica… Nadia fez a sua estreia com a vitória de Bastianini no Qatar”, recorda Tardozzi. Mas este discurso soa cada vez mais como uma tentativa de reter um aliado que começa a olhar para outro lado.
Porque do lado oposto, a Honda avança as suas peças. Discreta, metódica. O objetivo é claro: reconstruir. E, para isso, precisa de motos na pista. Muitas motos. Seis, idealmente. Com a Gresini, a Honda não recuperaria apenas uma equipa satélite… mas também parte da sua história. E é aqui que o dilema se torna brutal para Nadia Padovani.
Ficar em casa, com a Ducati, é optar pelo desempenho imediato. Ir para a Honda é apostar no futuro.
















