A pausa de verão do MotoGP serviu para Gigi Dall’Igna fazer um balanço da intensa primeira metade da temporada de 2026. Como é habitual após cada Grande Prémio, o diretor-geral da Ducati Corse partilhou as suas reflexões no LinkedIn, onde analisou o último fim de semana de competição, elogiou o extraordinário momento de Marc Márquez e recordou que a luta pelo título está longe de estar decidida.
O engenheiro italiano não escondeu a sua satisfação com o desempenho do piloto espanhol, embora tenha lamentado as quedas de Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio, que impediram a Ducati de alcançar um resultado ainda mais expressivo.
Dall’Igna não poupou elogios ao piloto espanhol.
“O último fim de semana foi absolutamente perfeito.”
O dirigente da Ducati descreveu a prestação de Márquez como “mais uma obra-prima”, recordando que o espanhol conquistou a pole position e alcançou a sua 19.ª vitória numa Sprint.
Além disso, destacou o domínio demonstrado ao longo de todo o fim de semana:
“Liderou de princípio ao fim tanto no sábado como no domingo.”
Uma demonstração de superioridade que, na sua opinião, é extremamente difícil de igualar.
Para o responsável da Ducati, a atuação de Márquez foi muito além do resultado:
“Foi um domínio absoluto.”
Dall’Igna recordou ainda que o espanhol soma agora 13 vitórias em Sachsenring, dez delas na categoria rainha, números que lhe permitem igualar uma lenda como Giacomo Agostini e continuar a reforçar o seu lugar na história do MotoGP.
Mais do que os números, Dall’Igna quis destacar a evolução de Márquez enquanto piloto.
Na sua opinião, o espanhol encontrou o equilíbrio perfeito entre velocidade e gestão do risco.
“Marca o ritmo com uma pilotagem limpa e extremamente rápida.”
O italiano sublinhou ainda a capacidade de Márquez para gerir a moto sem nunca exagerar, mantendo a solidez que sempre o caracterizou.
Segundo Dall’Igna, é precisamente esta característica que distingue os grandes campeões.
“Nunca deixa de aperfeiçoar a sua mestria.”
Mesmo que atualmente utilize um estilo de pilotagem aparentemente menos espetacular, considera que essa mudança é o resultado natural da sua evolução:
“Está otimizado para fazer exatamente aquilo que é necessário em cada momento, sem assumir riscos desnecessários e com uma elegância sublime.”
O responsável da Ducati lembrou também o momento difícil vivido por Márquez há apenas alguns meses:
“Penso no Marc que estava a 102 pontos do líder após Mugello.”
Hoje, o cenário é completamente diferente.
Dall’Igna destacou que o período após a operação não poderia ter corrido melhor e acrescentou:
“O seu sorriso voltou à box.”
Uma imagem que, segundo admitiu, deixa toda a equipa absolutamente satisfeita.
Apesar da vitória de Márquez, Dall’Igna acredita que a Ducati poderia ter alcançado um resultado ainda mais impressionante.
“As coisas poderiam ter corrido ainda melhor para a Ducati.”
O italiano lamentou particularmente os abandonos de Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio.
“Foi uma verdadeira pena que Álex Márquez e Diggia tenham caído quando ocupavam o segundo e o quarto lugares, respetivamente.”
Sobre o piloto da Gresini Racing, destacou que era o único capaz de acompanhar o ritmo do irmão.
Já Di Giannantonio, apesar de uma má partida, continuava em posição de lutar por um resultado importante para o campeonato.
Dall’Igna também comentou a corrida de Francesco Bagnaia, explicando que o bicampeão do mundo perdeu rendimento a meio da prova, mas conseguiu limitar os danos ao terminar em sexto lugar, após um intenso duelo final com Jorge Martín.
“O campeonato voltou a estar completamente em aberto”
Apesar do excelente momento vivido pela Ducati, Dall’Igna fez questão de deixar uma mensagem de prudência antes da segunda metade da temporada.
“A classificação sofreu uma reviravolta e o Campeonato do Mundo voltou a estar completamente em aberto.”
O engenheiro italiano recordou que existem atualmente cinco pilotos separados por apenas 24 pontos, uma situação que demonstra como qualquer detalhe pode alterar o rumo da luta pelo título.
Por isso, insistiu:
“Nunca devemos dar nada por garantido.”
E reforçou a ideia que considera fundamental para enfrentar as próximas corridas:
“É essencial continuar a lutar até ao fim. Este ano, mais do que nunca.”
Antes de se despedir até ao Grande Prémio da Grã-Bretanha, Dall’Igna desejou boas férias a todas as equipas e pilotos e aproveitou para celebrar o excelente momento vivido pela Ducati no Mundial de Superbike.
Ducati celebra mais um sucesso no Mundial de Superbike
O dirigente destacou que a marca de Borgo Panigale conquistou o seu 22.º título de Construtores e o quinto consecutivo no Campeonato do Mundo de Superbike.
Dall’Igna classificou o feito como:
“A forma perfeita de celebrar o centenário da família Ducati.”
Além disso, garantiu que a Panigale V4 R continua a ser a referência da categoria graças ao constante desenvolvimento técnico do projeto.
O italiano elogiou ainda a temporada de Nicolò Bulega e Iker Lecuona, responsáveis por um impressionante registo de 24 vitórias e 44 pódios.
Por fim, deixou um agradecimento especial a Stefano Cecconi pela sua liderança desportiva e a Marco Zambenedetti pelo contributo técnico, estendendo o reconhecimento a todos os elementos do projeto, cujo trabalho, dedicação e empenho permitem à Ducati continuar a dominar tanto o MotoGP como o Mundial de Superbike.
















