A temporada de MotoGP não está a dar muitas tréguas a Fermín Aldeguer. O piloto espanhol tem tido de conciliar o seu segundo ano na categoria rainha com um processo de recuperação que começou ainda antes do arranque da temporada. Como avançou o MotorSport e como o próprio piloto partilhou nas redes sociais, aproveitando a pausa no calendário entre a Áustria e o Japão, decidiu dar mais um passo para deixar para trás os problemas físicos que continua a sentir.
Aldeguer foi operado esta quarta-feira no Hospital Universitari Dexeus para remover um dos parafusos colocados no fémur esquerdo. A intervenção, realizada pelo Dr. Ignacio Ginebreda, decorreu em regime ambulatório e permitirá ao piloto regressar a casa para continuar a recuperação antes de viajar para o Japão, onde se realiza a próxima ronda do campeonato.
Tudo começou em janeiro, durante uma sessão de preparação no Circuito Aspar, em Valência. Uma queda provocou uma fratura do fémur que obrigou o piloto a ser operado e alterou por completo os seus planos para enfrentar a segunda temporada no MotoGP.
O problema surgiu no pior momento possível. O piloto da Gresini perdeu grande parte da pré-temporada e também não conseguiu participar no Grande Prémio da Tailândia, a ronda inaugural do campeonato. Enquanto os seus rivais acumulavam quilómetros em pista, Aldeguer concentrava-se na recuperação de uma intervenção cirúrgica que incluiu a colocação de uma haste intramedular e vários parafusos.
Desde então, o espanhol tem competido enquanto completa um processo de recuperação que ainda não terminou. A operação realizada agora procura precisamente melhorar essa situação e aliviar algumas dores que continuam a surgir em determinados momentos. Não se trata de uma intervenção definitiva, mas sim de mais uma etapa de um longo processo. O piloto com o número 54 terá de voltar ao bloco operatório no final do ano.
O plano passa por esperar pelo final do Grande Prémio de Valência e pelo teste posterior, marcado para 1 de dezembro. Depois de concluídos esses compromissos, Aldeguer voltará a colocar-se nas mãos da equipa médica para remover definitivamente o material implantado na perna esquerda, uma vez que fazê-lo agora implicaria várias semanas de recuperação e colocaria em risco a sua participação nas últimas corridas da temporada.
O percurso de Aldeguer em 2026 também não ficou livre de outros contratempos. Quando começava a encontrar o seu ritmo e a afirmar-se entre os pilotos capazes de lutar pelas primeiras posições, alcançou um dos seus melhores resultados da época ao terminar em segundo lugar em Barcelona. Um pódio que refletiu a sua evolução aos comandos da Ducati da Gresini Racing.
No entanto, essa evolução foi interrompida pouco depois em Assen. Uma queda provocou-lhe uma fratura cervical que o obrigou a falhar não só a ronda dos Países Baixos, mas também os Grandes Prémios seguintes de Sachsenring e Silverstone.
A pausa de verão serviu para completar a recuperação antes do regresso à competição em Aragão, quase dois meses depois da última corrida. O seu retorno confirmou que o tempo afastado dos circuitos não afetou a sua velocidade. Fermín voltou a rodar próximo dos lugares da frente e recuperou rapidamente a confiança aos comandos da sua Ducati.
Agora, Aldeguer precisa de recuperar totalmente a perna depois de um ano particularmente exigente e chegar nas melhores condições possíveis a 2027, temporada em que está previsto que se junte à VR46 como piloto oficial da Ducati.
Para já, o desafio imediato passa por recuperar desta nova intervenção e voltar a subir à Ducati no Japão. Numa época em que as lesões condicionaram grande parte do seu percurso, Fermín Aldeguer procura terminar a temporada sem mais contratempos e iniciar o próximo ano com a possibilidade de competir, finalmente, sem ter de pensar constantemente na sua perna.
















