Fabio Quartararo insiste que o desempenho dececionante da nova Yamaha V4 deste ano não irá estragar a sua “história” com o fabricante japonês.
O francês tem sido piloto da Yamaha durante toda a sua carreira no MotoGP, mostrando-se imediatamente competitivo na estreia pela equipa satélite Petronas SRT, em 2019.
Quartararo conquistou as suas primeiras vitórias na categoria rainha no ano seguinte e, em 2021, substituiu Valentino Rossi na equipa oficial, alcançando de imediato o título mundial.
No entanto, as vitórias desapareceram durante a segunda metade de 2022 e, apesar de continuar a ser o piloto de referência da Yamaha, Quartararo somou apenas quatro pódios em Grandes Prémios desde o início de 2023.
As expectativas eram elevadas quando a Yamaha anunciou a sua nova moto equipada com motor V4, que Quartararo experimentou pela primeira vez em setembro do ano passado.
Contudo, o francês tem demonstrado publicamente a sua frustração pela falta de progresso e acredita-se que tenha assinado um contrato com a Honda para 2027 antes mesmo do início desta temporada.
Quartararo obteve os melhores resultados da V4 com dois sextos lugares consecutivos em Le Mans e na Catalunha, mas chegou à Hungria após um fim de semana sem pontuar em Mugello.
“Não estou satisfeito com a forma como melhorámos a nossa moto. Está igual a setembro de 2025”, afirmou. “Desde o primeiro protótipo até agora, esperava um grande passo em frente, mas continuamos exatamente no mesmo ponto.”
O piloto francês enumerou depois uma longa lista de deficiências da moto:
“A aderência. Depois temos os problemas de viragem, velocidade de ponta, aceleração, aerodinâmica…”
Quartararo acrescentou ainda que não viu qualquer “reação” por parte da Yamaha.
“Já começámos um pouco tarde com o V4. E, se eu estivesse no lugar deles, também teria de preparar a moto de 850cc para o próximo ano”, explicou. “Por isso, não acredito que vamos ver qualquer reação durante esta temporada.”
Perante este cenário pouco animador, Quartararo foi questionado sobre a possibilidade desta temporada acabar por “estragar” o final da sua ligação à Yamaha.
“Bem, na verdade, os últimos anos já foram um pouco assim”, respondeu. “Por isso, não penso que isto vá arruinar a nossa história, porque serei sempre… grato. Serei sempre grato à Yamaha por tudo o que fizemos juntos.Claro que os últimos dois anos não foram os melhores que passámos juntos. Mas não acredito que seis meses vão mudar a nossa relação. Vão ser apenas seis meses longos, mas não vão alterar a nossa relação.”
Embora a maioria dos contratos de pilotos para 2027 ainda não tenha sido oficialmente anunciada, tudo indica que o lugar de Quartararo na Yamaha será ocupado por outro antigo campeão do mundo, Jorge Martín.
O francês terminou o fim de semana na Hungria sem qualquer ponto, abandonando a corrida principal depois de receber duas penalizações de Long Lap por cortar chicanes em linha reta, enquanto tentava lidar com os problemas de aderência da roda traseira.
















