O jovem piloto recém-chegado ao MotoGP está a aprender, passo a passo, como gerir um fim de semana de corridas na categoria rainha. A intensidade é muito diferente da que encontrava no Moto2, já que tudo se decide mais cedo, desde sexta-feira, a que se junta ainda a Sprint de sábado. Em Mugello, Diogo Moreira terminou em décimo lugar tanto na Sprint como na corrida principal de domingo, um resultado bastante positivo. As suas declarações foram recolhidas pelo https://www.motosan.es
“Sem dúvida. No final, consegui qualificar-me para a Q2. No sábado cheguei a andar algumas voltas em posições de pódio e, no domingo, terminei no top 10. Fui o melhor piloto da Honda. Além disso, também me ofereceram uma fotografia autografada e um beijo.”
O brasileiro conseguiu ultrapassar Joan Mir e Brad Binder nos instantes finais da corrida de domingo.
“A três voltas do fim estava atrás do Binder e do Mir e, na última volta, tentei ultrapassá-los. Correu bem. Passei o Mir na primeira curva e o Binder na última. Acabei à frente desse grupo e fiquei muito satisfeito.”
Moreira explicou que encarou a corrida longa de forma diferente.
“Abordei a corrida com mais calma. Na verdade, no sábado vi-me na frente e decidi forçar para perceber até onde podia chegar. Foi uma corrida longa. Desta vez fui mais paciente e isso funcionou melhor, porque tinha mais energia do que eles nas voltas finais e foi por isso que consegui ultrapassá-los. Nas últimas voltas prestei mais atenção aos pneus e também me sentia muito bem fisicamente. Aprendi bastante ao ficar atrás deles e a seguir quem estava à minha frente. Se continuarmos assim todos os fins de semana, acredito que vamos continuar a melhorar.”
O rookie prefere manter os pés bem assentes no chão.
“Não quero dar um passo maior do que a perna. É melhor evoluir gradualmente, e é isso que estamos a fazer. Damos um pequeno passo em frente a cada fim de semana. Sabemos que, neste momento, a moto não está em condições de vencer corridas, mas estamos sempre a lutar pelo top 10. Mais cedo ou mais tarde vamos conseguir entrar no top 5 e depois chegará o momento de subir ao pódio. Mas não quero pensar nisso agora. A realidade é que estamos a lutar pelos dez primeiros lugares e a evoluir a cada corrida.”
As boas exibições têm alimentado rumores sobre uma possível promoção à equipa oficial da Honda.
“Não sei. No final, não sou eu quem tem de responder a essa pergunta. Estou numa equipa muito unida e gosto de estar aqui. É claro que qualquer piloto pensa numa equipa oficial, mas neste momento estou totalmente focado em mim próprio. Do meu ponto de vista estamos a fazer um bom trabalho, mas sinceramente não sei o que vai acontecer.”
















