A KTM voltou finalmente ao lugar mais alto do pódio no MotoGP. Pedro Acosta quebrou um jejum de quase quatro anos sem vitórias da marca austríaca, ao conquistar este domingo o Grande Prémio da Áustria no Red Bull Ring, num triunfo que ganha ainda maior significado por ter acontecido no próprio território da KTM.
Foi preciso recuar até ao Grande Prémio da Indonésia de 2022, em Mandalika, para encontrar a última vitória da KTM na categoria rainha. Na altura, foi Miguel Oliveira quem levou a RC16 ao topo do pódio, numa corrida marcada por condições de chuva e por uma prestação memorável do piloto português.
Desde então, a KTM passou por vários momentos de enorme competitividade, conquistou pódios e esteve frequentemente na luta pelas vitórias, mas o triunfo continuava a escapar. O longo período de espera terminou agora pelas mãos de Pedro Acosta, precisamente no seu último Grande Prémio da Áustria como piloto oficial da KTM antes da mudança para a Ducati em 2027.
O triunfo de Acosta ganha ainda mais peso pela forma como foi construído. Depois de ter deixado escapar a vitória na Sprint de sábado, ao cair quando liderava confortavelmente e tinha mais de dois segundos de vantagem, o espanhol respondeu no domingo da melhor maneira possível. Manteve a calma, recuperou posições após um arranque pouco conseguido e assumiu o controlo da corrida até à bandeira de xadrez.
Para a KTM, trata-se de muito mais do que apenas uma vitória. É o regresso da marca austríaca ao topo do MotoGP depois de um dos jejuns mais longos da sua história recente na categoria. Quatro anos depois de Miguel Oliveira ter celebrado em Mandalika, Pedro Acosta voltou a fazer soar o hino da KTM no lugar mais alto do pódio.
A coincidência entre os dois triunfos torna também este momento especial para Portugal e para o motociclismo luso. Foi Miguel Oliveira quem fechou o anterior capítulo de vitórias da KTM no MotoGP e é agora Pedro Acosta quem abre uma nova página, colocando novamente a RC16 no topo.














