«Bem, há fins de semana em que não se fica apenas pelo resultado. Barcelona é muito especial por toda a gente, por como foi o fim de semana, mas sobretudo por como acabou, não foi um fim de semana habitual nem normal», começou assim a introdução do vídeo. Depois disso, imagens do pré-evento em que se dirigiu à Plaza Cataluña, em Barcelona, para se reunir com os fãs.
«Barcelona começa na quarta-feira, começou com a gente. Eu sempre digo que nas corridas em Espanha, de alguma forma, ficas carregado com a energia das pessoas e estar ali, chegar a pessoas novas que não são muito fãs de MotoGP ou não têm tanto acesso é muito positivo para o desporto e foi um pré-evento muito fixe», sublinhou. Depois, claro, mostrou a ‘Alexneta’: «Estamos com o nosso amuleto, a ‘Alexneta’, e tenho uma surpresa para vocês. Acho que é uma ideia muito boa. Levámo-la a Jerez 2025 e ganhei, em 2026 ganhei. É preciso levar o amuleto a todo o lado».
«Foi ideia do meu irmão, que disse: ‘Temos de torná-la realidade’. E eu disse: ‘Se pagares tu, tornamo-la realidade’»
A história da ‘Alexneta’. «Acho que foi em 2023 que nasceu a Alexneta depois da Honda. Em 2023 comecei a correr bem e depois começou a juntar-se a gente e uma fã, a Maca, disse: ‘Vamos criar a Alexneta’. Porque nessa altura estava muito na moda a ‘Xavineta’ do Barça. Foi ideia do meu irmão, que disse: ‘Temos de torná-la realidade’. E eu disse: ‘Se pagares tu, tornamo-la realidade’», contava entre risos o piloto da Gresini.
«Foi uma sexta-feira de perceber muitas coisas, mas soubemos trabalhar, ouvir a moto com a equipa e ali, de alguma forma, sofremos», sentenciou Álex. «Mas dentro do sofrimento conseguimos tirar muito proveito para no sábado termos muita informação e aí fazer outros ‘tips’. Por isso foi sobretudo uma sexta-feira muito produtiva».
Chegou a qualificação e a Sprint: «No sábado tinha uma pequena “dívida” do ano passado. Caí quando ia em primeiro faltando acho que três voltas. De manhã conseguimos fazer uma boa qualificação, saímos terceiros. Depois na Sprint foi uma corrida… tu podes pensar, mas depois não fazer, e havia que fazer. Acho que saiu tudo bastante na perfeição, sofrendo com os nossos problemas em que ainda não encontrávamos o ‘flow’, mas estávamos muito perto e conseguimos esses 12 pontos que souberam a glória», resumiu Álex Márquez.
«Uma vitória na Sprint, que como eu digo, não gosto de celebrar porque aos sábados é uma sensação estranha. Foi uma Sprint que ganhei, mas não tive as melhores sensações», confessou o de Cervera. «Então estava no parque fechado já um pouco a matutar ali a pensar o que podíamos fazer e como podíamos melhorar para domingo. É um momento de felicidade, mas ao mesmo tempo de tensão, e é aí que tens de controlar muito bem e manter o momento ‘zen’».
«No sábado não acabei totalmente contente com as sensações. Testámos algo no ‘warm up’, mas é verdade que numa corrida de 24 voltas há sempre aquele respeito de como vai cair o pneu, como isto, como aquilo… É uma corrida de muita gestão e é aí que nunca dás nada por garantido», comenta Márquez sobre o que lhe passava pela cabeça antes da corrida em que sofreu a queda.
E aconteceu a queda assustadora. «Quando cheguei ao hospital acho que eram cerca das 15:30 da tarde, quando comecei a lembrar-me de tudo a 100%. E pedi para ver a queda, porque tinha mais ou menos flashes, mas não me lembrava a 100%. Honestamente percebi a sorte que tive ao evitar o muro da direita, de como caí. Aí fiquei de alguma forma consciente de toda a boa sorte que tive», reconheceu o piloto catalão.
«Depois do domingo em que fui operado, eram mais ou menos 21:00 da noite, senti-me bem nesse dia. Passei essa noite na UCI por precaução para que nada se descontrolasse. Recebi alta na segunda de manhã e viajei para Madrid, cheguei a casa e ainda me sentia mal. Os medicamentos passam e aumentam muito a dor e decidi passar mais duas noites na Ruber Internacional», conta o que fez quando teve alta.
«Não é uma lesão em que, por exemplo, no ano passado o dedo, cais e automaticamente pensas em recuperar. É uma lesão ou uma queda em que o impacto é tão grande que tens de voltar a “aterrar” no chão. Portanto é um processo de cerca de uma semana para o corpo voltar um pouco ao normal depois de muitas dores. Mas é aí que, hoje em dia, estou focado em voltar», concluiu Álex Márquez.
















