MotoGP, 2021: Pol Espargaró, rei das quedas a meio da época, Oliveira entre os que caem menos

Por a 10 Julho 2021 18:00

O estreante da Honda Repsol Pol Espargaró lidera a lista dos caídos após a primeira metade da temporada 2021 com 13 quedas

“É verdade que, estatisticamente, nós na Honda caímos mais do que os outros”

Nenhum outro piloto de MotoGP caiu com mais frequência nos primeiros nove fins-de-semana de GP.

13 acidentes foram registados por Pol Espargaró nas estatísticas oficiais do MotoGP até agora este ano e, felizmente, ele saiu sempre ileso.

Isto já é mais do que na encurtada estação de 2020, quando o espanhol, então ainda na KTM Red Bull deu com as costas no asfalto ou na gravilha um total de dez vezes em 14 fins-de-semana de GP, uma levando consigo Oliveira.

Como lembrete, o rei dos acidentes da primeira classe em 2020 foi Johann Zarco (Ducati) com 15 acidentes.

Antes, era tradicional ser Marc Márquez, especialmente em treinos, mas a tradição de grande número de quedas na Honda está bem entregue, pois além de pol, os cinco primeiros classificados a meio do percurso incluem dois dos seus companheiros de marca: o homem da LCR Alex Márquez já teve 10 acidentes e o seu irmão e estrela da Repsol Honda Marc Márquez já vai em 9 embora só tenha iniciado a época no terceiro Grande Prémio em Portugal.

“É verdade que, estatisticamente, nós na Honda caímos mais do que os outros”, admitiu Pol. “Queixamo-nos da ‘aderência da borda’ do pneu traseiro, que escorrega logo que damos gás. Quando pedimos mais aderência, não é apenas para sermos mais rápidos, mas por vezes apenas por segurança. Estamos a trabalhar para encontrar mais aderência na borda do pneu sob aceleração”.

“Por exemplo, tive um acidente em Portimão semelhante ao que o Marc teve em Assen”, disse o espanhol de 30 anos de idade referindo-se ao highside monstro do seu colega de equipa no TL2 do TT holandês. “Por outro lado, não acontecem muitos acidentes como este à Ducati, o que significa que têm uma boa aderência na roda traseira”.

O problema da aderência é percetível na entrada e saída em curva, disse ele, “É ainda mais difícil de controlar na entrada em curva e esse é o aspeto mais crítico e perigoso numa moto de MotoGP: um deslize traseiro na entrada em curva é desagradável e perigoso”.

A propósito, o irmão de Pol, Aleix Espargaró também teve quedas de dois dígitos em nove fins-de-semana de corrida na Aprilia RS-GP, com o piloto da KTM Tech3 Iker Lecuona também com dez.

Como sempre, Miguel Oliveira entra nesta lista perto do fundo, com apenas 4 quedas, as mesmas que Maverick Viñales.

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