MotoGP, 2021: As quedas na MotoGP

Por a 14 Julho 2021 18:30

Infortúnio, descuido, ou fruto da necessidade inevitável de levar a mota ao limite, as quedas são rotina na MotoGP

Em estrada, uma queda é uma coisa a evitar a todos os custos, pois além do risco sério de lesões, mesmo de vida, há o prejuízo e perda de tempo de ter a moto fora de utilização enquanto é reparada.

Porém, para um piloto profissional de competição, que é obrigado a levar a moto ao limite a cada sessão e a cada corrida, as quedas são uma parte necessária e inevitável da vida profissional.

Obviamente o estilo e agressividade de cada piloto têm uma influência preponderante no número de quedas ao longo do ano, e até das suas consequências.

Para ilustrar este facto, a meio da época de MotoGP deram-se até agora, nada mais, nada menos, que 494 quedas de pilotos, distribuídas pelas três categorias.

Em termos de classes, pode ser uma surpresa constatar que a Moto2, por vezes tão discreta comparada com as escaramuças da Moto3 ou os duelos da classe rainha,  leva a fatia maior das quedas, com 189, seguida da Moto3 com 168 e a MotoGP, a  classe rainha com as motos mais potentes, (mas também exponencialmente mais caras de reparar!) é a que tem relativamente menos quedas, com 137.

Embora se possa também argumentar que estão todas mais ou menos equilibradas…

Entre as várias quedas, as mais temidas são provocadas pelo famoso highside, ou chicotada, em que a moto derrapa, volta a agarrar e cospe o piloto pelos ares, por vezes com consequências muito duras para o físico.

Já em termos de pilotos da classe rainha, é interessante ver quem tem maior número de quedas.

Do lado dos que têm muito poucas, temos nomes como Morbidelli, Bagnaia e o líder do mundial Fábio Quartararo, que têm primado pela regularidade, e têm apenas duas quedas cada um.

No outro extremo temos os pilotos da Honda em que Pol Espargaró é o recordista com 13, Alex Márquez com 10 e o irmão Márquez com nove, apesar de ter menos dois Grandes Prémios disputados que os outros.

Mas também estão representados Aleix Espargaró com10, e Iker Lecuona com igual número

Em termos de marcas, a seguir à Honda com 39, temos a Ducati com 34 e a KTM com 22, embora entre elas, Miguel Oliveira e Binder sejam os com menos com quatro quedas para o português e apenas três para o sul-africano.

Alex Rins da Suzuki está a meio da tabela com oito quedas, mas infelizmente, metade dessas foi em corrida, o que justifica a sua baixa posição atual no campeonato!

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