A Ducati Lenovo Team enfrenta em Motegi a primeira das cinco rondas fora da Europa em 2026, com Marc Márquez e Pecco Bagnaia à procura de voltar a lutar pelas posições da frente. A MotoGP ruma ao Japão para dar início à digressão asiática da temporada de 2026. O campeonato chega a um dos circuitos com maior tradição do calendário e, especialmente, a uma das pistas que mais memórias guarda para a Ducati: Motegi.
O traçado japonês foi palco de alguns dos capítulos mais importantes da história recente da fábrica de Borgo Panigale. Foi ali que Casey Stoner conquistou o Mundial de MotoGP de 2007 e, quase duas décadas depois, Marc Márquez fez o mesmo em 2025, assegurando o título de campeão do mundo com a Ducati.
Motegi é também um circuito que, historicamente, se adapta bem às características da Desmosedici GP. A Ducati soma nove vitórias no traçado japonês, desde o primeiro triunfo de Loris Capirossi em 2005 até às duas vitórias consecutivas de Pecco Bagnaia em 2024 e 2025.
O regresso a Motegi terá um significado especial para Marc Márquez. O piloto da Ducati Lenovo Team chega ao Grande Prémio depois de um fim de semana complicado em Spielberg, onde conseguiu subir ao segundo lugar do pódio na Sprint e terminou a ronda mantendo a segunda posição do campeonato.
O Japão representa agora uma nova oportunidade para o nove vezes campeão do mundo voltar a aproximar-se das posições da frente e explorar todo o potencial da Ducati. Além disso, Motegi será inevitavelmente um cenário especial para Marc depois do que aconteceu ali no ano passado. Foi precisamente no Japão que completou um dos capítulos mais importantes da sua carreira: conquistar o Mundial de MotoGP com a Ducati, depois de anos de sofrimento devido à lesão.
O próprio Márquez reconhece que essa memória terá um peso especial durante o fim de semana: «O GP do Japão de 2025 representa uma memória inesquecível que me liga de uma forma especial à Ducati Lenovo Team».
Mas não será apenas a memória do título a motivar o piloto espanhol. O ambiente que acompanha todos os anos o Grande Prémio do Japão é também um dos aspetos que mais destaca: «Essa memória e o incrível carinho dos fãs japoneses dão-me uma motivação extra para enfrentar este fim de semana».
Marc conhece bem as particularidades do traçado japonês e mantém uma relação positiva com Motegi: «É um circuito de que gosto muito: o objetivo é fazer um bom trabalho e sermos competitivos».
Do outro lado da box estará Pecco Bagnaia. O italiano chega ao Japão com uma motivação adicional: Motegi é um dos circuitos onde se tem sentido mais confortável nos últimos anos. Não por acaso, Bagnaia venceu as duas últimas edições do Grande Prémio do Japão, pelo que o traçado representa uma oportunidade para continuar a recuperar sensações depois de um início de temporada em que nem sempre encontrou o desempenho esperado.
Na Áustria, o italiano voltou a somar pontos de forma regular depois de um fim de semana exigente. Agora, pretende utilizar essa base para continuar a evoluir: «Adoro o Japão e todos os anos fico muito feliz por voltar a competir aqui».
Além disso, Bagnaia chega com uma memória especialmente recente e positiva de Motegi: «Em Motegi consegui a minha última vitória e esse é um pensamento positivo com que encaro o fim de semana».
O piloto italiano, contudo, sabe que o bom historial não garante nada e que será necessário continuar a trabalhar desde o primeiro treino: «Na Áustria lutámos muito e, no final, voltámos a somar pontos. Agora temos de continuar a trabalhar arduamente para recuperar as melhores sensações com a moto».
O Grande Prémio do Japão será o primeiro de uma longa sequência de corridas fora do continente europeu. Depois de Motegi, a MotoGP terá mais quatro rondas que levarão o campeonato a diferentes cenários antes do regresso à Europa.
Para a Ducati, o Japão representa, além disso, uma oportunidade particularmente importante. A Desmosedici tem demonstrado historicamente um elevado nível de desempenho em Motegi e chega com dois pilotos que conhecem bem o que significa vencer naquele circuito.
Marc Márquez regressará ao local onde, no ano passado, confirmou o seu regresso ao topo do motociclismo mundial, enquanto Bagnaia tentará prolongar uma sequência que o levou a dominar as duas últimas edições. O cenário está preparado. Motegi volta a receber a Ducati, e os seus dois pilotos chegam com motivos diferentes, mas com o mesmo objetivo: voltar a estar no topo.
















